Publicado em 18 de outubro de 2021 às 21:05
Um pedreiro que levou três tiros e sobreviveu à chacina que aconteceu no bairro Darly Santos, em Vila Velha, no último sábado (16), prestou depoimento por três horas nesta segunda-feira (18) na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vitória. À TV Gazeta, o homem, que não terá a identidade revelada por questões de segurança, relatou os momentos de terror que viveu. >
Pedreiro
Sobrevivente da chacinaAo todo, cinco pessoas morreram e quatro ficaram feridas. Duas, incluindo o pedreiro, já receberam alta. Ele levou três tiros, e um deles pegou no peito. Mesmo baleado, ele conseguiu fugir para um matagal, onde foi encontrado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) caído.>
Em depoimento, o pedreiro disse à polícia que foi chamado para fazer um serviço em uma pequena construção no terreno e que, durante o trabalho, houve uma briga entre uma mulher que não está entre as vítimas e um homem, que também sobreviveu ao ataque. O motivo da discussão seria a posse do terreno.>
A TV Gazeta apurou que a polícia investiga se a briga pelo terreno motivou as mortes. O bairro foi tomado por medo e comoção, e quem viu o crime não compreende a brutalidade do suspeito, identificado pela Polícia Militar como Saulo da Silva Abner, de 25 anos, que foi preso no bairro Primeiro de Maio, também em Vila Velha.>
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Uma das pessoas assassinadas na chacina é a professora de Inglês Elaine Cristina Machado, 49 anos, encontrada morta com dois tiros ao lado de um carro. Segundo o genro, Wagner Mendes, ela tinha quatro filhos e era divorciada. >
“Todo mundo está de luto pelo que aconteceu. Ela morava perto de onde aconteceu o crime e segundo nos falaram Elaine ouviu muito barulho e foi lá ver o que estava ocorrendo. Minha sogra não era de participar de festas, ela nem estava lá, só ia de casa para igreja”, relatou o genro da professora. >
O líder comunitário da Associação de Moradores do bairro Darly Santos, José Quirino Filho, de 59 anos, conhecido como Mosquito, também foi morto com dois tiros. Ele estava participando do churrasco e levou dois tiros na costela direita e um nas costas. Quirino era casado, tinha quatro filhos e cinco netos.>
Segundo a esposa dele, Cícera Gomes, o casal tem um bar próximo onde ocorreu a chacina. "Ele tinha ido até em casa para almoçar e descansar. Por volta das 16h30 ele decidiu ir à casa do amigo onde estava tendo o churrasco”, desabafou. >
O aposentado Claudionor Liberato, de 59 anos, e José Roberto, conhecido como Gordinho, também estavam participando do evento e os dois foram mortos com dois tiros cada. >
A quinta vítima é Felipe dos Santos, de 31 anos. Ele foi baleado enquanto trabalhava na barraca de verduras dele, que fica na rua transversal de onde acontecia o churrasco. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu ao dar entrada no Hospital Bezerra Antônio de Farias. >
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