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Em investigação

Após ação do CRO, 164 posts são apagados de perfil de dentista indiciada no ES

Mariana Laranja e o sobrinho Nathan Laranja foram indiciados por causarem deformidades, infecções e complicações em pacientes

Publicado em 02 de Junho de 2026 às 15:31

Redação de A Gazeta

Publicado em 

02 jun 2026 às 15:31
Mariana Barros Laranja Roeder e o sobrinho Nathan Laranja Roeder
Mariana Barros Laranja Roeder e o sobrinho Nathan Laranja Roeder Reprodução

A dentista e influencer Mariana Laranja, indiciada por lesão corporal que deixou pacientes com deformidades, infecções graves e complicações permanentes, apagou do seu perfil no Instagram pelo menos 164 publicações que mostravam a profissional fazendo procedimentos de "mini lifting facial". O sobrinho dela, o dentista e sócio Nathan Laranja, também foi indiciado pela Polícia Civil do Espírito Santo.


As publicações foram apagadas entre quarta-feira da semana passada, dia 27 de abril, até esta terça-veira (2). A exclusão ocorreu depois que o Conselho Regional de Odontologia mandou remover qualquer conteúdo que mostrasse procedimentos sendo realizados.


De acordo com o CRO, a dentista estaria descumprindo normas de publicidade previstas no Código de Ética Odontológica. O conselho tinha dado 15 dias para ela cumprir a determinação, começando a valer do dia em que o órgão fez uma fiscalização no Instituto Laranja, em Vila Velha, na Grande Vitória, no último dia 27.


A reportagem procurou a defesa da dentista para saber se as publicações removidas têm ligação direta com a determinação do Conselho de Odontologia. Em nota, a defesa respondeu que "eventuais ajustes em plataformas digitais integram decisões de gestão de comunicação e conformidade adotadas de forma contínua, não cabendo inferências automáticas acerca de suas motivações", mas não disse se tem relação com a ordem do conselho. (leia a nota na íntegra mais abaixo)

Entenda o caso

O Gazeta Meio Dia (TV Gazeta), A Gazeta e o g1 ES publicaram, com exclusividade, reportagens sobre o indiciamento pela Polícia Civil do Espírito Santo da dentista e influencer Mariana Laranja e do sobrinho e sócio dela, Nathan Laranja.


O relatório final da investigação, concluído em abril de 2026, sobre o caso de três pacientes que fizeram "mini lifting facial" com os dentistas citados, detalha os depoimentos das vítimas, os procedimentos realizados dentro da clínica e as conclusões da polícia sobre a atuação dos profissionais.


As pacientes relataram deformidades, infecções graves e complicações permanentes depois de realizarem o procedimento na clínica em Vila Velha.


O inquérito apontou que os profissionais não atendem aos requisitos técnicos mínimos e não demonstram aptidão para a realização de técnicas cirúrgicas invasivas de maior complexidade.


Desde o início da divulgação do caso, a defesa da dentista sustenta que os procedimentos foram realizados dentro de sua atuação profissional regular, em um contexto de debate técnico e jurídico sobre a harmonização orofacial no país.


Alega ainda que a profissional é devidamente habilitada, com formação e experiência na área, e que o próprio Conselho Federal de Odontologia posteriormente reconheceu a cirurgia estética orofacial como especialidade.


A defesa ressalta que o indiciamento representa apenas uma etapa inicial da investigação, sem conclusão definitiva, e destaca a necessidade de laudos periciais complementares, além de afirmar que intercorrências são possíveis em procedimentos estéticos e foram previamente esclarecidas aos pacientes

Mariana Barros Laranja Roeder, 44 anos, e o sobrinho e sócio Nathan Laranja Roeder Holz, 25, indiciados por lesão corporal culposa Reprodução/Rede social

O que diz a defesa

"Esclarecemos que eventuais ajustes, reorganizações ou alterações de conteúdo em plataformas digitais da profissional integram decisões de gestão de comunicação e conformidade adotadas de forma contínua, não cabendo inferências automáticas acerca de suas motivações.


Quanto ao procedimento administrativo mencionado, trata-se de matéria submetida aos órgãos competentes, ainda em curso, razão pela qual não haverá manifestação específica sobre seu conteúdo ou sobre providências internas eventualmente adotadas pela profissional.


Reiteramos que a Dra. Mariana Laranja permanece exercendo regularmente seus direitos de defesa e acompanhando os procedimentos administrativos pelas vias adequadas".


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