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50 dias sem homicídio em Vitória: as razões para pacificação histórica

Governo do Estado e prefeitura destacaram a integração entre as forças de segurança e investimentos
Júlia Afonso

Publicado em 

07 mai 2025 às 09:21

Publicado em 07 de Maio de 2025 às 09:21

Vista aérea do Bairro da Penha, em Vitória
Vista aérea do Bairro da Penha, em Vitória Crédito: Nestor Muller/Arquivo
Pela primeira vez em 29 anos, Vitória está há 50 dias sem registrar nenhum homicídio. Para o secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Leonardo Damasceno, a marca histórica é resultado de um "trabalho de formiguinha", feito com planejamento e monitoramento. O prefeito da Capital, Lorenzo Pazolini, destacou também um tripé de iniciativas: o investimento na Guarda Municipal, em Assistência Social e na Educação. 
Os dois estiveram no Bom Dia Espírito Santo, da TV Gazeta, nesta quarta-feira (7), e falaram sobre o marco. Damasceno começou detalhando como funciona o programa Estado Presente.
"É baseado no levantamento das áreas vulneráveis e onde a gente tem acúmulos de indicadores de crimes violentos e patrimoniais. Com base nisso criamos as áreas e as regiões integradas de Segurança Pública. Temos mapeados os bairros mais violentos onde acontece a maior parte dos homicídios e há guerra do tráfico de drogas, e isso gera as decisões estratégicas. Conseguimos fazer uma mancha criminal e orientar o policiamento nas regiões com maiores desvios dos indicadores de violência, e isso garante a redução. Falamos muito de grandes operações, mas é um trabalho de formiguinha."
Sobre os 50 dias sem mortes em Vitória, o secretário acredita que também tem relação com o cenário violento que se instaurou no final de março na Capital, com tiroteios e queima de ônibus. "O Estado agiu de forma muito enérgica com prisões, um policiamento ostensivo, plano de contingência acionado e com recursos direcionados para a gente ter mais policiamento em todas essas áreas, e isso trouxe o resultado que a gente alcançou em abril", destacou Damasceno.
Outro ponto levantado por ele para a pacificação na Capital foi a prisão de lideranças do tráfico. "Quando a gente fala de homicídio, a gente tem que lembrar que em torno de 45% a 50% deles são decorrentes de guerra do tráfico de drogas. Então combater as facções é fundamental, e a gente tem obtido êxito neste combate, fazendo trabalho de formiguinha, enfraquecendo as facções apreendendo drogas, armas e descapitalizando também", completou o secretário. 

Trabalho integrado

Guarda Municipal de Vitória
Guarda Municipal de Vitória recebeu novas viaturas e armas Crédito: Carlos Alberto Silva
O prefeito de Vitória reforçou a importância da integração entre as forças de segurança municipal, estadual e federal, e falou sobre a estratégia adotada pela administração municipal, baseada no tripé de investimentos na Guarda Municipal, em Assistência Social e Educação. 
"Em determinas áreas as crianças não tinham acesso à escola e isso fazia com que o tráfico de drogas se espalhasse, porque você tinha uma mão de obra barata para o tráfico, as crianças não iam para a escola e acabavam sendo aliciadas para atividades criminosas. Saímos de quatro para 41 escolas em tempo integral. Essas crianças hoje, das áreas de maior vulnerabilidade social, passam o dia inteiro na escola, com quatro, cinco refeições, atividades musicais, esportivas, e elas têm todo o tempo ocupado. Quando elas vão para casa, já estão alimentadas e com sono para ter aula no dia seguinte", detalhou Pazolini. 
Você tem que ter ação forte, não pode deixar os criminosos circulando pela cidade, e aí o cerco inteligente, as câmeras de reconhecimento facial, a inteligência artificial nas câmeras, isso tem feito a diferença, junto com a integração total
Lorenzo Pazolini - Prefeito de Vitória

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