De origem popular na cidade do Rio de Janeiro, o cineasta e escritor Marcus Faustini, 47 anos, viu-se logo cedo diante das dificuldades que a vida impõe aos que estão na periferia. Encontrou na arte um meio para se sobressair, mas não se distanciou de suas raízes porque, assim como ele teve chance de se destacar, tinha certeza que outros tantos jovens periféricos só precisavam de uma oportunidade para ir além do que a sociedade supõe que sejam capazes.
Assim, instituiu a Agência de Redes para Juventude e, nela, criou uma metodologia que visa identificar o potencial dos jovens que vivem fora dos grandes centros e os estimula a criar e colocar suas ideias em prática. A iniciativa, que até já atravessou a fronteira do Brasil, chegou há pouco tempo no Estado e contempla jovens de três bairros da Serra. Nesta entrevista, Faustini, que também é colunista de A Gazeta, conta um pouco sobre o projeto e a visão que tem sobre essa turma que está nas periferias.