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Publicado em 22 de julho de 2025 às 13:41
O governador Renato Casagrande (PSB) anunciou, nesta terça-feira (22), a criação de um comitê no governo do Espírito Santo para dialogar com os setores afetados pela tarifa de 50%, anunciada por Donald Trump, sobre produtos brasileiros. >
Casagrande destacou que o objetivo é avaliar os impactos na economia capixaba e na arrecadação e acompanhar as medidas que o governo federal deve anunciar.>
"Nossa tarefa é somar forças para que essa decisão seja revista e, caso contrário, possamos adotar ações que reduzam os impactos para a população capixaba", declarou o governador nas redes sociais.>
A tarifa anunciada por Trump pode fazer com que o Produto Interno Bruto (PIB) do Espírito Santo recue 0,25% no primeiro ano de vigência das tarifas.>
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A estimativa está em um estudo realizado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que aponta que a retração na economia capixaba equivale a R$ 605 milhões no período, entre as mais elevadas do país. Considerando o percentual do PIB, o Estado é o sétimo mais impactado e, em número absoluto, o 11°.>
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Espírito Santo é o segundo estado mais afetado por essas tarifas, com 28,5% de suas exportações direcionadas aos Estados Unidos, ficando atrás somente do Ceará, que tem 44,9% de suas exportações destinadas para esse mercado.>
“O tarifaço imposto é muito ruim para o Brasil, para os brasileiros e muito ruim especialmente ao Espírito Santo. Somos uma das economias mais dependentes do comércio exterior, com um grau de abertura que é o dobro da média dos Estados brasileiros. Rochas ornamentais, siderurgia, papel e celulose, além de produtos do agro, como café, frutas e macadâmia, serão fortemente atingidos se essa nova taxação vingar. Estamos constituindo esse grupo de trabalho para estarmos bem próximos aos segmentos produtivos, para entender com precisão e clareza esse impacto e definir as medidas que poderemos adotar para mitigar efeitos”, observou o vice-governador Ricardo Ferraço e coordenador do comitê.>
Ferraço defende que o governo do Estado e o setor privado precisam estar na mesma página, identificando caminhos para mitigar os efeitos econômicos e sociais. “Sobretudo na manutenção dos empregos e das oportunidades que todos esses segmentos geram para economia do Espírito Santo. Segmentos que são grandes recolhedores de impostos e que contribuem e muito para financiar as nossas políticas sociais”, destacou.>
Entre os principais objetivos do comitê está a necessidade de ouvir os setores afetados, realizando diálogos com empresários e representantes das indústrias impactadas. Além disso, o comitê vai avaliar o impacto das tarifas na receita do Estado e dos municípios e como essas medidas influenciam as finanças tanto do governo estadual quanto das administrações municipais capixabas, com o intuito de implementar ações preventivas.>
O comitê será coordenado pelo vice-governador Ricardo Ferraço (MDB), com a participação de representantes das Secretarias de Desenvolvimento (Sedes), Fazenda (Sefaz), Casa Civil (SCV), Economia e Planejamento (SEP), além da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes) e Banco do Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes).>
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