Fernando Madeira
A Samarco melhorou sua classificação de risco após registrar avanços na produção e na geração de caixa. A mineradora teve seu rating elevado para B1, o que indica uma perspectiva estável da companhia, em avaliação divulgada nesta quinta-feira (3) pela agência Moody’s Ratings e publicada pela empresa em comunicado para o mercado.
O rating é uma classificação que indica a capacidade de uma empresa, governo ou pessoa de honrar suas dívidas. A escala utilizada pelas agências ajuda investidores e credores a avaliar o nível de risco associado a determinado emissor.
De acordo com a Moody’s, a elevação da nota da Samarco está relacionada principalmente ao aumento da escala operacional da companhia e à geração de caixa mais forte e previsível após a conclusão do ramp-up do Momento 2, uma fase de estabilização operacional e aceleração da produção da Samarco, concluída em julho de 2025.
A agência também apontou uma maior visibilidade sobre os desembolsos futuros relacionados às obrigações de reparação e compensação decorrentes do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG).
Outro fator destacado foi a evolução da produção da Samarco, que mantém margens operacionais consideradas robustas pela Moody’s. A conclusão do processo de recuperação judicial, em 2025, também foi citada na avaliação.
A Moody’s ainda considera relevante a aprovação do Projeto Momento 3, a última fase do plano de retomada operacional da mineradora para alcançar 100% da sua capacidade produtiva instalada a partir de 2028, quando deverá chegar a 26 milhões de toneladas por ano.
A agência também destacou o acordo firmado em 2024 para a reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem. Segundo a avaliação, o chamado Acordo do Rio Doce trouxe maior previsibilidade para as obrigações de reparação da Samarco.
Na avaliação da Moody’s, isso contribui para reduzir riscos relacionados à execução das obrigações e aumenta a visibilidade sobre os fluxos de caixa futuros da companhia vinculados ao processo de reparação.