Um estudo realizado pela consultoria Great Place to Work (GPTW) apontou quais são as 20 melhores empresas para se trabalhar no Espírito Santo em 2026.
Empresas de diferentes setores foram eleitas pelo selo GPTW em dois grupos em 2026: dez pequenas e dez médias e grandes. Neste ano, nove companhias aparecem na lista pela primeira vez, enquanto quatro organizações mantêm presença recorrente, estando entre as melhores em pelo menos cinco das nove edições realizadas até agora.
Na 9ª edição da premiação das Melhores Empresas Para Trabalhar GPTW Espírito Santo, realizada em 2026, um total de 54 empresas participaram do processo de avaliação, impactando cerca de 30 mil colaboradores no Estado.
O levantamento reconhece organizações que se destacam pela construção de ambientes de confiança, desenvolvimento humano e promoção de culturas organizacionais inovadoras e sustentáveis.
Daniela Diniz, diretora de Comunicação e Relações Institucionais do GPTW Brasil, explica que o ranking avalia se a empresa é um bom lugar para se trabalhar na percepção do próprio colaborador.
Mais de nove segmentos econômicos aparecem entre as premiadas. Tecnologia da Informação e Transportes lideram como os setores mais representativos, com três empresas premiadas cada.
Em seguida aparecem Construção Civil e Serviços Financeiros e Seguros, com duas organizações reconhecidas em cada segmento. Também figuram empresas dos setores de Produção e Manufaturas, Hospitalidade, Serviços de Saúde, Serviços Industriais e Serviços Profissionais, com uma cada. Outras cinco indicaram pertencer a setores não listados.
A permanência no ranking é sempre um desafio e avaliamos as empresas veteranas como as que mantêm uma forte consistência em sua gestão de pessoas. Quanto às novatas, elas são muito bem-vindas, pois representam o fortalecimento da nossa missão: transformar cada organização em um excelente lugar para trabalhar para todas as pessoas. Cada empresa que entra pela primeira vez no ranking é motivo de celebração.
Daniela Diniz Diretora de Comunicação e Relações Institucionais do GPTW Brasil
A diretora acrescenta que em geral as empresas têm evoluído muito na esfera da qualidade de vida. “Se fizermos um resgate histórico, conseguimos perceber mais de perto essa evolução. No começo, as práticas estavam muito mais voltadas à oferta de benefícios sobre saúde (desde um bom plano de saúde até a criação de salas de descompressão, academias de ginástica e oferta de nutricionistas). Hoje, temos visto essas práticas mais interligadas, fazendo parte de uma estratégia real de saúde e qualidade de vida, incorporando o tema urgente da saúde mental”, lembra.
Para Daniela, não se trata mais de oferecer benefícios pontuais, mas sim de criar um ambiente saudável que promova de fato uma qualidade de vida para todas as pessoas – e isso passa pelo desenvolvimento da liderança, pela gestão da flexibilidade e construção de relacionamentos mais saudáveis.
As 20 melhores empresas para se trabalhar no ES
MÉDIAS E GRANDES (100 ou mais colaboradores)
1 - Unimed Sul Capixaba
2 - Sicoob ES
3 - Spassu
4 - Supergasbras
5 - Viação Águia Branca
6 - Morar Construtora
7 - Findes
8 - Portocel
9 - Sest Senat
10 - Marcopolo
PEQUENAS (30 a 99 colaboradores)
1 - Ocean ERP Smart Solution
2 - Transporthos
3 - Prosperi
4 - OCB/ES
5 - Louvre Hotels Group Brazil
6 - Embracon
7 - Nazca
8 - Cartório do 1° Ofício 2ª Zona da Serra
9 - Sotreq
10 - Ribeiro Fialho Advogados
Das empresas apontadas como melhores para trabalhar aparecem pela primeira vez no ranking: Morar Construtora, Portocel, Marcopolo, Ocean Erp, Louvre Hotels, Nazca, Cartório do 1º Ofício 2ª Zona da Serra, Sotreq e Ribeiro Fialho Advogados.
As quatro organizações com presença recorrente são: Unimed Sul Capixaba, Supergasbras, OCB/ES e Embracon.
Avanço em inovação
Para Daniela, a inovação tem um papel fundamental no avanço das empresas. “Temos avaliado a cada pesquisa a capacidade de inovação de cada empresa, por meio do indicador IVR. Empresas, por exemplo, cujos gestores reconhecem os erros não intencionais dos seus colaboradores como parte do negócio, têm maior capacidade de inovar do que outras”, afirma.
No IVR, os indicadores permaneceram estáveis em relação ao ano anterior nos três níveis avaliados: acelerado (25%), funcional (30%) e atrito (45%). Entre as organizações reconhecidas pelo ranking, 25% estão no estágio acelerado de inovação, enquanto entre as não premiadas apenas 9% atingem esse patamar. Já o nível de atrito, caracterizado por ambientes que dificultam movimentos de inovação, está presente em 45% das empresas premiadas, ante 52% entre as organizações não reconhecidas.
O estudo revelou que as empresas premiadas se destacam no desenvolvimento de ambientes inovadores 2,8 vezes mais do que as não ranqueadas. Além disso, credibilidade e camaradagem aparecem como os pilares mais bem avaliados pelos empregados.
Em 2026, o levantamento revelou ainda evolução no Índice de Confiança (Trust Index) das empresas reconhecidas no Espírito Santo. O indicador atingiu média de 89 pontos, acima dos 88 registrados nos dois anos anteriores, refletindo a percepção positiva dos funcionários sobre o ambiente de trabalho no Estado.
Perfil etário e tempo de casa
A pesquisa mostrou avanço dos profissionais entre 45 e 54 anos, que passaram de 14% para 20% no período. Os empregados entre 34 e 44 anos seguem representando a maior parcela, mantendo 32% do total. Já a faixa entre 26 e 34 anos apresentou retração em relação aos anos anteriores, passando de 32% em 2025 para 27% em 2026.
Os trabalhadores com até 25 anos representam 14% do quadro total, queda de três pontos percentuais em relação ao ano anterior, enquanto profissionais com 55 anos ou mais correspondem a 7%, maior índice dos últimos três anos.
O levantamento mostra que 45% dos funcionários das premiadas em 2026 têm até dois anos de empresa, repetindo o mesmo percentual registrado em 2024. Já os profissionais com dois a cinco anos de casa representam 27% do total.
Entre os funcionários com maior permanência, o grupo com 16 a 20 anos de empresa apresentou o maior crescimento: alta de três pontos percentuais, passando a representar 6% do total. Já os profissionais com seis a dez anos de empresa registraram queda de quatro pontos percentuais em relação ao ano anterior, atingindo 10%. Aqueles com 11 a 15 anos de empresa se mantiveram estáveis com 7%. Por fim, o grupo com mais de duas décadas de empresa soma 5%, avanço de dois pontos percentuais em relação a 2025.