O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) vai investigar irregularidades registradas em empreendimentos imobiliários na Grande Vitória. Nos últimos dois meses, pelo menos cinco condomínios tiveram problemas, três deles eram do programa do governo federal Minha Casa Minha Vida.
Em nota, o MPES afirmou ainda que a Promotoria de Justiça Cível de Vitória já instaurou procedimento para apurar as violações aos direitos do consumidor em um desses casos. Trata-se do caso do Edifício Santos II, em Nova Itaparica, Vila Velha.
No fim de janeiro, as colunas do imóvel cederam, assustando os moradores, que saíram de casa no meio da noite. Após análise, o Crea-ES e a prefeitura afirmam que o empreendimento foi construído sem alvará e não tinha documentação para emissão das escrituras.
Por conta dos danos estruturais, o local não poderá ser habitado por três meses, período em que deve ocorrer obras das pilastras. Com medo, até moradores de prédios vizinhos já se mudaram.
Engenheiros do Crea-ES fazem nova avalição em prédio que ameaça desabar em o Nova Itaparica, em Vila Velha
Os relatos de problemas estruturais em imóveis no Estado têm se multiplicado nos últimos meses. São avarias muitas vezes graves, que tornam o sonho da casa própria em dor de cabeça para os moradores.
Um exemplo grave ocorreu em dezembro do ano passado, quando duas torres d'água de um condomínio em Cariacica desabaram deixando dezenas de famílias desalojadas e matando uma pessoa. O Residencial São Roque havia sido inaugurado apenas duas semanas antes.
Em fevereiro, toda a área de festa de um residencial do programa em Cachoeiro de Itapemirim desabou durante uma chuva. Neste caso, ninguém ficou ferido.
No mesmo mês, moradores de 16 apartamentos do bloco 13 do condomínio Residencial Vila Velha, em Jabaeté, tiveram que deixar seus lares após ouvirem ruídos e perceberem rachaduras. O condomínio foi entregue em 2016.
Em pleno carnaval, a caixa-d’água do residencial Top Life Cancun, na Serra, apresentou um amassado e os moradores saíram de casa temendo o desabamento. O receio se mostrou legítimo: segundo o Crea-ES, a julgar pelos problemas encontrados, um vendaval poderia derrubar facilmente a estrutura.