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México e Bélgica lideram compra de café capixaba em julho

México e Bélgica lideram compra de café capixaba em julho

As exportações do grão produzido no Espírito Santo para os Estados Unidos tiveram queda de 19% no sétimo mês de julho na comparação com o mês anterior

Publicado em 15 de agosto de 2025 às 12:07

Colheita do café, agricultura, agronegócio
Colheita do café, agricultura, agronegócio Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O México tornou-se o maior comprador de café capixaba em julho de 2025. Para os EUA, as exportações do grão tiveram queda de 19% na comparação com o mês anterior. A redução do ritmo de vendas começou ainda antes do tarifaço aplicado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, atingindo o produto solúvel de forma mais agressiva, com retração de 53% no período.

Os dados são do Centro do Comércio do Café de Vitória (CCCV). Em relatório mensal, a entidade aponta ainda que não identificou, no mês de julho, cancelamentos de contratos após o anúncio da sobretaxa.

"Contudo, as exportações para aquele país desaceleraram, aguardando mudanças no cenário diplomático entre o Brasil e os Estados Unidos", diz o documento, assinado por Fabrício Tristão, presidente do CCCV. 

Colocação do México nas exportações em 2025

Janeiro: 3° lugar com 12,81%
Fevereiro: 5° lugar com 7,76%
Março: 26° lugar com 0,17%
Abril: não aparece na lista
Maio: não aparece na lista
Junho: 5° lugar com 4,24%
Julho: 1° lugar com 13,76%

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México e Bélgica lideram compra de café capixaba em julho

Ainda sobre as exportações para os EUA, a entidade avalia que os impactos negativos serão inevitáveis no curto prazo, já que países produtores concorrentes estão em vantagem por terem recebido uma tarifa adicional menor que a aplicada ao Brasil.

A Colômbia foi tarifada em 10%, e o Vietnã, principal produtor de café robusta — concorrente direto do café conilon capixaba —, recebeu tarifa de 20%. O CCCV defende a adoção de medidas que possam devolver a competitividade das exportações capixabas para os Estados Unidos, em paralelo à continuidade das negociações entre os dois países com uma postura de não retaliação.

Os EUA, segundo o CCCV, sempre foram parceiros comerciais importantes para o Espírito Santo. Segundo a entidade, em dez anos, somente em 2022 o país norte-americano não esteve entre os três principais compradores do café capixaba, quando ocupou a quinta colocação. A entidade lembra que, naquele ano, a produção capixaba foi direcionada mais para o mercado interno por conta da geada de 2021. O cenário começou a mudar em 2025, antes mesmo do tarifaço, quando outras nações passaram a ficar entre os principais mercados consumidores.

Foram exportadas 30 mil sacas de café arábica, 364 mil sacas de café conilon e 38 mil sacas de café solúvel. No geral, as exportações de café pelo Espírito Santo totalizaram 432 mil sacas embarcadas no mês de julho. O volume representa um recuo de 13% em comparação com o mês anterior. Com exceção do café arábica, que teve ligeira alta de 4%, os embarques de conilon e do item solúvel recuaram 12% e 24%, respectivamente, no mesmo período de comparação.

Principais destinos: México e Bélgica

Em julho de 2025, o México foi o principal destino das exportações capixabas de café, representando 14% do total exportado. O México e mais nove países compraram 79% de todo o volume exportado pelo Estado em julho de 2025.

São eles: Colômbia (13,29%), Bélgica (13,1%), Estados Unidos (8,08%), Itália (7,98%), Espanha (6,96%), Chile (4,79%), Indonésia (4,72%), Argentina (3,25%) e Alemanha (3,06%).

No acumulado do ano, a Bélgica tem sido o principal destino das exportações capixabas de café, respondendo por 18,4% das compras, seguida pelos Estados Unidos (10,72%), Argentina (8,66%), Espanha (7,71%), Turquia (7,02%), México (6,60%), Indonésia (6,14%), Chile (4,92%), Itália (4,66%) e Colômbia (4,3%).

Esses dez países responderam por 79% das compras de café capixaba no ano de 2025 até julho. Outros 21% das compras foram direcionadas para 38 países.

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