A inflação de março na Grande Vitória teve alta de 0,72%, puxada principalmente pelos grupos Transportes e Alimentação e Bebidas, com as maiores variações positivas no mês no Espírito Santo. No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) chegou a 0,88%,superando em 0,18 ponto percentual (p.p.) o índice de fevereiro (0,70%).
Em março, o grupo Transportes foi o que teve maior alta no Estado: 1,43%, seguido de Alimentação e Bebidas, com 1,41% de aumento. Em fevereiro, a inflação no Estado tinha sido de 0,75%. No acumulado do ano, o índice está na casa de 1,9%. E nos últimos 12 meses já registra alta de 4,47%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo dados do IBGE, a gasolina foi o produto que liderou a pressão sobre a alta do índice da inflação em março no Estado, com impacto positivo de 0,26 ponto percentual. Em seguida, aparecem o tomate, com 0,06 ponto percentual e passagem aérea, com 0,04 p.p.
Segundo dados do IBGE, as maiores altas no Espírito Santo foram no pedágio (36,41%), na cenoura (25,34%) e batata inglesa (17,3%). Na contramão, as principais reduções foram de limão (-8,36%), ônibus interestadual (-7,01%) e pera (-6,25%).
O gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, observa que “em alguns subitens, especialmente nos combustíveis, já se sente o efeito das incertezas no cenário internacional”.
Já Sara Paixão, analista de macroeconomia da InvestSmart XP, lembra que a alta de 4,59% da gasolina no Brasil foi impulsionada pelo avanço nos preços internacionais dos combustíveis, gerado pelo conflito no Oriente Médio, que paralisou o transporte marítimo de petróleo por um dos canais mais importantes do mundo, o Estreito de Ormuz. Além disso, o preço do diesel (13,9%) e das passagens aéreas também permaneceram em alta (6,08%), o que também tem influência das incertezas globais.
"Outro grupo responsável pelo avanço do IPCA de março foi o de alimentos e bebidas, com aumento no preço do leite longa vida e do tomate. Vale dizer que esse grupo também pode sofrer impacto do conflito internacional nos próximos meses, devido ao avanço no preço dos fertilizantes", afirma.