O Espírito Santo caiu cinco colocações no Ranking de Competitividade dos Estados 2022, de acordo com o levantamento anual realizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com a Tendências Consultoria. Agora na 10ª colocação do ranking geral, o Estado está atrás de São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Distrito Federal, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás, respectivamente.
No levantamento, os Estados foram avaliados a partir de 86 indicadores, distribuídos em dez pilares fundamentais para atração de negócios. São eles: Infraestrutura, Sustentabilidade Social, Segurança Pública, Educação, Solidez Fiscal, Eficiência da Máquina Pública, Capital Humano, Sustentabilidade Ambiental, Potencial de Mercado e Inovação.
O que fez o Espírito Santo despencar no ranking foi a queda em sete dos dez pilares avaliados. O único em que o Espírito Santo apresentou melhoria foi o de Potencial de Mercado, com um crescimento de apenas um ponto. Nos pilares Educação e Sustentabilidade Social, o Estado manteve a nota.
O pior desempenho foi na Eficiência da Máquina Pública, que levou o Estado a despencar 15 pontos em comparação a 2021. Para o Gerente de Relações Governamentais e Competitividade do CLP, Lucas Cepeda, é fundamental estar atento a essa queda acentuada no ranking geral.
"De fato chama a atenção essa queda bem acentuada do Espírito Santo. Nos últimos anos, o Estado havia se consolidado entre os cinco ou seis mais competitivos do país. Cair cinco posições entre 27 federações não é algo tão banal. Já estamos em diálogo com o governo do Estado para entender o que levou o Espírito Santo a cair no ranking geral."
Além da queda brusca no pilar da Eficiência da Máquina Pública, outras categorias avaliadas chamam a atenção, como o caso da Segurança Pública, no qual oito indicadores são avaliados. Ao total, o Espírito Santo apresentou queda em cinco deles.
"O Estado melhorou dois pontos no índice de segurança pessoal, no qual são mensurados os crimes que envolvem mortes, como homicídios e latrocínios. Em contrapartida, as quedas mais acentuadas foram na mortalidade no trânsito e na atuação do sistema de Justiça Criminal. Os dois tiveram recuo de três pontos”, pontua o Gerente de Relações Governamentais e Competitividade do CLP.
No pilar de Sustentabilidade Ambiental, Lucas Cepeda também chama a atenção que o Espírito Santo caiu oito posições na transparência das ações de combate ao desmatamento, que foi a mais acentuada dos 11 indicadores avaliados neste tópico.
“Dos 11 indicadores, o Espírito Santo caiu em cinco deles. Além da transparência das ações de combate ao desmatamento, o Estado também apresentou queda de questões relacionadas ao lixo, como a coleta seletiva, a destinação e a reciclagem. São questões muito ligadas aos municípios, mas também cabe ao governo estadual a coordenação dessas iniciativas”, explicou.
Apesar das quedas nos indicadores, o levantamento aponta que o Espírito Santo teve uma melhora no indicador de serviços urbanos. Entre os quesitos avaliados, estão a limpeza de vias e praças, a poda de árvores, a retirada de sujeiras de feiras, mercados e outros serviços.
Em relação à Solidez Fiscal, de acordo com Cepeda, a queda do Espírito Santo na posição geral do ranking está vinculada à melhora da situação do Mato Grosso.
“Dos nove indicadores avaliados, o Estado capixaba teve melhora em três deles e se manteve em um. Apesar do recuo, no geral, vale destacar muito mais os méritos de Mato Grosso do que os deméritos do Espírito Santo”, pontuou.