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Publicado em 26 de junho de 2025 às 18:52
O leilão na B3, Bolsa de Valores de São Paulo, nesta quinta-feira (26), marcou o final do processo de repactuação de contrato da BR 101 no Espírito Santo. Única interessada, a Ecovias 101 permanece à frente das obras de duplicação da via, agora sob regras de um novo acordo, elaborado em conjunto com o governo federal e chancelado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). >
Com o resultado, estão previstos R$ 10 bilhões em investimentos pela empresa com a execução de obras e operação do trecho. A assinatura do termo aditivo está prevista para os próximos meses. A partir disso, segundo a Ecovias 101, o ciclo de investimentos será iniciado em até 30 dias.>
Mas as obras devem ser aceleradas já nas próximas semanas, segundo o diretor-geral de concessões do Grupo EcoRodovias, Alberto Luiz Lodi. Segundo ele, o fato de a empresa já estar no ativo possibilita dar sequência aos investimentos. Em geral, o contrato será de 24 anos.>
"O contrato agora tem alguns ritos. O aditivo que vamos assinar está previsto para o dia 29 de agosto. Com isso formalizado, inicia-se um novo contrato. Temos interesse em acelerar as obras que estão acontecendo e iniciar outras. Dentro do planejamento que temos, o objetivo é começar o mais rápido possível. Na próxima semana mesmo podemos ter novas obras e acelerar", afirmou, durante coletiva de imprensa. >
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Segundo o diretor superintendente da Ecovias 101, Roberto Amorim, as novas intervenções, já sob novo contrato, devem acontecer de forma simultânea, com frentes ao Norte e ao Sul do Estado. No Sul, as obras vão continuar a partir do trevo de Alfredo Chaves. Ao Norte, tão logo seja possível, a empresa inicia intervenções a partir da praça do pedágio na Serra.>
"A expectativa é que, ao fim dos primeiros três anos de contrato, esteja duplicado todo o trecho entre Safra (no Sul) e João Neiva", afirma Amorim. >
A partir da assinatura do novo contrato também há outras novidades para os motoristas, como descontos tarifários para usuários do sistema de pagamento eletrônico (tag) e isenção para motos, categoria que atualmente paga pedágio.>
O que está previsto para os três primeiros anos>
Roberto Amorim estima ainda que os períodos mais intensos de obras vão gerar cerca de 4 mil empregos diretos e indiretos por ano. Ao todo, o governo federal prevê a geração de 149.233 empregos, considerando diretos, indiretos e efeito-renda.>
A implantação de faixas adicionais é uma solução imediata para os trechos onde ainda não há licenciamento ambiental para duplicação. “São segmentos onde esse tipo de obra atende plenamente a demanda atual da rodovia”, diz Amorim. >
O novo modelo tarifário prevê reajustes condicionados a entregas de obras. Ou seja, o contrato estabelece degraus que acompanham o volume de investimentos, que será aferido por auditoria independente. Outro detalhe é que o cumprimento do cronograma terá fiscalização trimestral da ANTT.>
Do total de investimentos do contrato, R$ 3,31 bilhões serão aplicados na operação da rodovia e nos serviços de atendimento aos usuários, como os guinchos e as ambulâncias. Entre as novidades, a Ecovias 101 informou que vai instalar a primeira balança de pesagem de veículos na velocidade da via (HS-WIM) do Estado. >
O equipamento possibilita a fiscalização de excesso de carga de 100% dos veículos comerciais sem a necessidade de fazer desvios no trajeto e redução de velocidade, evitando paradas, riscos de acidentes e possíveis atrasos na viagem. >
Ainda em atendimento aos caminhoneiros, a rodovia passará a contar com dois PPDs (Pontos de Parada para Descanso) para proporcionar descanso seguro aos motoristas profissionais de transporte rodoviário de cargas e passageiros, o que previne acidentes ocasionados por fadiga. Também estão previstas 167 câmeras de monitoramento que ajudam na identificação de ocorrências e no rápido envio de recursos necessários em caso de acidentes, por exemplo. >
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