Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Importação pode atrasar

Bloqueio prolongado no Canal de Suez pode afetar Porto de Vitória

Cargueiro de 400 metros de comprimento encalhou na via marítima entre o Mar Mediterrâneo e o Mar Vermelho que tem 365 metros de largura, impedindo a passagem de qualquer outra embarcação
Mikaella Campos

Publicado em 

28 mar 2021 às 12:59

Publicado em 28 de Março de 2021 às 12:59

Navio porta-contêineres Ever Given encalha no canal de Suez e provoca 'engarrafamento' de navios
Navio porta-contêineres Ever Given encalha no canal de Suez e provoca 'engarrafamento' de navios Crédito: EslAm Othm/Twitter/Reprodução
Com um navio encalhado desde terça-feira, dia 23, no Canal de Suez, o tráfego de cargas em todo mundo pode ser abalado diante das dificuldades de destravar a embarcação que atravessou a via marítima. Os impactos, inclusive, podem chegar ao Porto de Vitória se o desbloqueio não ocorrer logo. O setor mais afetado no Espírito Santo poderá ser o de importação.
O porta-contêineres, Ever Given, de 400 metros de comprimento, está parcialmente atravessado no canal que tem 365 metros de largura. Apesar de vários esforços, as equipes estão tendo diversas dificuldades para retirar o navio da posição, que impede a passagens de outras cargas e provocado um engarrafamento marítimo mundial.
Segundo o empresário, Sidemar Acosta, presidente do Sindicato do Comércio de Exportação e Importação (Sindiex-ES), a suspensão momentânea pode atrasar a chegada de algumas mercadorias no Porto de Vitória, mas ele diz que a consequência será amenizada pela vinda de produtos por outras rotas.
Ele explica ser cedo para mensurar as consequências operacionais e financeiras. Estas dependerão do tempo necessário para que as operações sejam restabelecidas no local.
"Apesar de ser um canal de ligação importantíssimo para o transporte global de mercadorias, avaliamos que ainda não existe uma consequência imediata. A suspensão momentânea da navegação pelo Canal de Suez certamente terá impacto no transit time de algumas mercadorias destinadas ao Porto de Vitória, pois recebemos muitos produtos da Ásia e da Europa"
Sidemar Acosta - Presidente do Sindiex
O gigante e outros cargueiros de mesmo porte estão sob o risco iminente de serem alvos de piratas, criminosos que assaltam as embarcações para roubar mercadorias valiosas.
O Canal de Suez está situado entre  o Mar Mediterrâneo e o Mar Vermelho e é uma das rotas de navio mais utilizadas do mundo para atravessar produtos da Ásia para a Europa, e vice-versa, até outros países do Continente Americano.
Segundo o site BBC Brasil, várias equipes estão aproveitando desde sábado a maré alta num esforço para desencalhar o cargueiro. Se nada funcionar, parte dos contêineres pode ser descarregada para deixar a embarcação mais leve e assim tentar a manobra de salvamento, mas essa operação pode causar ainda mais demora para o desbloqueio do canal.
O incidente, aliás, prejudicou mais de 300 navios, alguns estão à espera de uma solução, outros decidiram passar pelo continente africano, dando uma volta maior até o destino final, mas há o risco de serem atacados por outras embarcações de traficantes que vigiam o local.

PREÇOS DE COMMODITIES SOBEM

De olho nos impasses para a retirada do cargueiro, o preço de diversos produtos internacionais está subindo. Os contratos futuros de petróleo, por exemplo, voltaram a subir na última sexta-feira (26).
O barril de petróleo WTI para maio subia 2,10% a US$ 59,79, enquanto o de Brent para junho avançava 1,97%, a US$ 63,02. A commodity já havia se fortalecido na terça-feira com a notícia sobre o bloqueio em Suez, mas na quarta teve forte correção negativa por preocupações sobre o avanço da pandemia.
"Podemos ficar aqui por dias. Nada está se movendo, e a conversa no rádio é que ficaremos aqui até o fim de semana"
X - Mecânico de operação de um navio ao Wall Street Journal Manolis Kritikos
De acordo com o site Marine Traffic, que acompanha o trânsito marítimo mundial, mais de 100 navios estão parados nas proximidades de Suez e aguardam o desbloqueio do canal para seguir viagem. Para além de atrasos nas entregas, circula no mercado o temor de encarecimento de fretes, caso o impasse com o Ever Given não seja resolvido rapidamente.
As transportadoras Maersk e Hapag-Lloyd AG já consideram desviar seus navios pela África, evitando o engarrafamento na hidrovia. "Estamos considerando todas as opções de entrega de carga para nossos clientes, incluindo transporte aéreo, ferroviário e envio de navios pela África do Sul, mas nenhuma decisão foi tomada", disse um porta-voz da Maersk ao Wall Street Journal. A dinamarquesa Torm AS informa que seus clientes já perguntam quanto custaria para tornar o desvio possível. (Com agências internacionais).
Com informações de agências

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Cetaf perde para Tatuí e entra na lanterna da Liga Ouro de basquetec
Imagem de destaque
Novos documentos mostram "contabilidade" do esquema de tráfico com policial do Denarc
Imagem de destaque
Estudo orienta inclusão de todos os municípios do ES na área da Sudene

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados