Com foco em projetos de inovação em produtos, serviços, processos e métodos organizacionais, o Banco do Nordeste (BNB) disponibilizou R$ 143 milhões para o financiamento de novas iniciativas no Espírito Santo. Os recursos são provenientes do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e podem ser utilizados por empresas, empreendedores e produtores rurais.
No caso dos recursos da Finep, o valor financiado pode chegar a R$ 30 milhões. Já nas operações com recursos do FNE, o percentual financiado varia conforme o porte do empreendimento e a avaliação do projeto.
Para miniprodutores e microempresas, o financiamento pode chegar a 100% do valor do projeto. Para grandes empresas, o limite é de até 50%. Os prazos para pagamento chegam a 15 anos, com até cinco anos de carência.
Para participar, basta procurar uma agência do BNB e apresentar o projeto e o investimento pretendido. A proposta será submetida à avaliação para verificar se atende aos critérios de inovação.
Segundo o diretor de Negócios, Vandir Farias, o investimento dá a oportunidade de as empresas investirem nos seus projetos, aguardarem os resultados e se organizarem para pagar os financiamentos.
São condições que proporcionam a maturação do projeto de forma a oferecer à empresa plenas condições de programar o investimento, avaliar seus processos e ter o retorno negocial sem comprometer seu caixa.
Vandir Farias, diretor de Negócios do BNB
No Espírito Santo, o banco também vê espaço para projetos de inovação ligados à produção agrícola. Entre os exemplos citados pelo superintendente estão as cadeias do café e da pimenta-do-reino.
De acordo com o superintendente do BNB no Espírito Santo, Lourenzo Oliveira, a escassez de mão de obra é um dos desafios que podem ser enfrentados por meio de investimentos em inovação. No caso do café, segundo ele, produtores precisam, inclusive, buscar trabalhadores de outros Estados para a realização da colheita.
A ideia é que os recursos possam financiar soluções que reduzam a necessidade de mão de obra sem comprometer a produção agrícola.
Quando a gente atua e coloca uma fonte de recurso dessa, promovemos o desenvolvimento de uma forma diferente.
Lourenzo Oliveira, superintendente do BNB no Espírito Santo
Lourenzo afirma ainda que a inovação não precisa necessariamente representar uma tecnologia inédita ou uma mudança radical no mercado. "Às vezes, são coisas mais simples do que a gente pensa", declarou.
Uma empresa pode, por exemplo, adotar um processo já existente e aperfeiçoá-lo de forma a aumentar a produtividade ou reduzir impactos. Um dos critérios considerados pelo banco é justamente o uso de um processo diferente que produza resultados concretos.
A diferença nos percentuais de financiamento conforme o porte da empresa segue uma política adotada pelo Banco do Nordeste. De acordo com Lourenzo, quanto menor o porte do empreendimento, maior tende a ser o percentual financiado e menores as taxas.
Quanto menor for o seu porte, menor é a sua taxa e, quanto menor for o seu porte, maior é o seu percentual de financiamento.
Lourenzo Oliveira, superintendente do BNB no Espírito Santo