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Polícia Científica

Coleta de DNA ajuda a desvendar 100 casos de desaparecidos no ES

Campanha do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) acontece desde 2021; a novidade é que pessoas vivas sem identificação agora podem ser registradas, como ocorreu com dois acolhidos em abrigo de Vitória

Publicado em 06 de Agosto de 2025 às 13:35

Redação de A Gazeta

Publicado em 

06 ago 2025 às 13:35
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Coleta de um dos casos de pessoas que foram identificadas através do programa Crédito: Divulgação | Polícia Civil
Uma campanha do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), lançada na última terça-feira (5), quer incentivar familiares de pessoas desaparecidas a doarem material genético para ser comparado com perfis armazenados nos bancos estaduais e no Banco Nacional de Perfis Genéticos. O projeto começou em 2021 e, desde então, já ajudou a resolver cerca de 100 casos no Estado — por meio da coleta do material dos parentes, a Polícia Científica faz a relação com o banco de dados e pode localizar o desaparecido. A novidade deste ano é que pessoas vivas sem identificação poderão ser registradas, como ocorreu com dois acolhidos em um abrigo de Vitória
"Fomos acionados para o caso de um senhor que estava no abrigo. Fizemos o primeiro atendimento com coleta da papiloscopia e obtivemos o resultado positivo, onde ele já foi identificado. O segundo caso é de uma senhora desaparecida havia 40 anos. Ela entrou nesse abrigo em agosto do ano passado. Fomos acionados, fizemos a coleta da papiloscopia, não obtivemos resultado positivo e fizemos o segundo passo, da coleta de DNA", explicou a chefe do Departamento de Promoção Social e Cidadania (DEPCID), perita oficial criminal Anna Cristina Montezano Vieira.
O DNA dessa mulher desaparecida também deu negativo quando comparado ao banco. Apesar disso, a Polícia Científica começou um levantamento de dados com a Delegacia de Desaparecidos e encontrou possíveis familiares da mulher em Aracruz. "A possível mãe doou material e conseguimos a correspondência da identificação dessa senhora", detalhou a perita oficial criminal.

Como funciona a coleta?

A coleta é feita por meio de um cotonete esfregado na parte interna da bochecha. "Os dados genéticos são utilizados apenas na busca de pessoas desaparecidas. Hoje, a gente tem cadastrados no banco 509 perfis genéticos de pessoas falecidas sem identificação, oito pessoas vivas sem identificação e 292 famílias que buscam seus parentes também cadastradas. Uma vez que a pessoa realiza essa coleta, esses dados são confrontados em nível nacional a cada semana", reforçou a chefe do Laboratório de DNA Forense (LABDNA), perita oficial criminal Bianca Bortolini Merlo.
A perita explicou que a Polícia Científica dá preferência de coleta para parentes de primeiro grau, como a mãe e o pai do desaparecido. "Depois os filhos, e em terceiro lugar irmãos. Se a família tiver um objeto de uso pessoal do desaparecido, como escova de dente, ela pode trazer no momento da coleta", disse.

Até quando as famílias podem fazer a coleta?

Conforme apuração da TV Gazeta, os familiares podem procurar o Instituto Médico Legal (IML), em Santa Luíza, Vitória, para a doação de material genético, até o dia 8 deste mês, sem agendamento prévio. 
Centros de assistência e abrigos também podem acionar o setor de identificação de pessoas desaparecidas pelo e-mail: [email protected].
"Essa mobilização visa fazer com que a sociedade busque a Polícia Civil e Científica para fazer a doação de material genético para que a gente possa alimentar o banco de dados e fazer a correlação dessas informações visando identificar pessoas desaparecidas ou não identificadas. A novidade deste ano é a inserção de pessoas vivas. Estamos indo a hospitais, lugares onde há pessoas não identificadas e estamos fazendo a coleta de impressões digitais e, caso a gente não identifique a pessoa, a gente está fazendo a coleta de material biológico para definir o perfil genético da pessoa e inserir no banco de dados", finalizou o perito oficial geral da Polícia Científica (PCIES), Carlos Alberto Dal-cin.

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