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Vila Esperança: demolição de casas é concluída após reintegração de posse

Vila Esperança: demolição de casas é concluída após reintegração de posse

Desocupação foi determinada em agosto, e moradores tiveram 20 dias para deixar suas casas, em região de Vila Velha; na terça-feira (9), imóveis começaram a ser demolidos, como previsto na decisão judicial

João Barbosa

Repórter / [email protected]

Publicado em 11 de setembro de 2025 às 14:05

Imagem áerea mostra terreno desocupado na Grande Terra Vermelha, em Vila Velha
Imagem áerea mostra terreno desocupado na Grande Terra Vermelha, em Vila Velha Crédito: PMVV

A desocupação da área conhecida como Vila Esperança, entre os bairros Jabaeté e Normília da Cunha, em Vila Velha, foi concluída. O trabalho para demolição dos imóveis, iniciado na manhã de terça-feira (9), foi finalizado na tarde de quarta-feira (10), e todas as famílias deixaram o local após uma ação acompanhada por oficiais de Justiça, com o apoio da Polícia Militar (PMES).

Desde 2017, o terreno de quase 295 mil metros quadrados na Grande Terra Vermelha era sede das ocupações Vila Esperança e Conquista. A área, porém, é privada e foi alvo de uma disputa judicial iniciada em 2019, que culminou na desocupação, determinada em agosto.

Segundo Letícia Goldner, secretária de Assistência Social de Vila Velha, as famílias foram encaminhadas para outros bairros do município canela-verde e para outras cidades da Grande Vitória.

“Agora, estamos elaborando um relatório sobre a desocupação e vamos prestar atendimento às famílias que precisem de orientação na sede da Secretaria de Assistência Social”, diz Letícia.

Imagem áerea mostra terreno desocupado na Grande Terra Vermelha, em Vila Velha
Imagem áerea mostra terreno desocupado na Grande Terra Vermelha, em Vila Velha Crédito: PMVV

De acordo com a secretária, os atendimentos que eram feitos pela assistência social do município na região da ocupação foram encerrados no início da tarde desta quinta-feira (11). Agora, todos os assuntos relacionados a Vila Esperança serão tratados com as famílias na Rua Henrique Laranja, n.º 397, na antiga sede da Prefeitura de Vila Velha, no Centro de Vila Velha.

No local, os antigos moradores da ocupação, como previsto no plano para saída da área, devem receber orientações sobre saúde, assistência social, educação, segurança e sobre o pagamento do auxílio financeiro de R$ 3,6 mil, previsto para quem atende aos critérios do Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

O pagamento, segundo Letícia, está previsto para 135 famílias em duas parcelas. Até o momento, 83 dessas famílias receberam a primeira parcela de R$ 2,2 mil pagos pela empresa proprietária do terreno desocupado. Em até 90 dias, a segunda parcela, de R$ 1,4 mil, será paga com recursos do município e do governo do Estado.

As transferências são feitas via TED ou Pix para famílias que possuem contas em banco. Para quem não tem, são elaboradas ordens bancárias para saque dos valores em qualquer agência do Banestes.

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