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Armadinho Fontoura

Vereador aciona Justiça para reintegração de posse de prédio ocupado no Centro de Vitória

Armandinho Fontoura classificou ocupação do edifício Castelo Branco como “atentado à democracia” e pediu investigação sobre possível envolvimento de autoridades

Publicado em 09 de Setembro de 2025 às 14:19

Jaciele Simoura

Publicado em 

09 set 2025 às 14:19
Armandinho Fontoura aciona Justiça para reintegração de posse de prédio ocupado no Centro de Vitória
Armandinho Fontoura aciona Justiça para reintegração de posse de prédio ocupado no Centro de Vitória Crédito: Montagem/A Gazeta
O vereador Armandinho Fontoura anunciou que ingressou com uma ação de reintegração de posse para retomar o edifício Castelo Branco, no Centro de Vitória, ocupado desde sábado (6) por integrantes do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) no Espírito Santo. O anúncio foi feito durante discurso no plenário da Câmara Municipal, na manhã desta terça-feira (9). 
O parlamentar classificou a ocupação como um “atentado à democracia” e ressaltou que o prédio, patrimônio federal e antiga sede da Caixa Econômica, está destinado a abrigar a futura sede da Câmara de Vitória.
“Não vamos aceitar que transformem um espaço público em palco de desordem. Já estamos tomando todas as medidas necessárias: ofício à Polícia Federal, representação de ocorrência na Polícia Civil e ação de reintegração de posse na Justiça Federal. Se é do poder público, é do povo — e precisamos retirar imediatamente esses delinquentes de lá”, afirmou o vereador. 
Armandinho também disse que vai solicitar a abertura de inquérito para apurar se há parlamentares ou autoridades envolvidos na invasão. “Aqui em Vitória existe lei e ordem. Não vamos nos intimidar. Invasão é crime e o poder público precisa reagir com firmeza”, concluiu.

Entenda

Integrantes do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) no Espírito Santo estão ocupando o Edifício Castelo Branco, no Centro de Vitória — antiga sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-ES) — desde o último sábado (6). De acordo com Valdeni Ferraz, líder da ocupação, mais de 100 pessoas, incluindo crianças e idosos, estão no local.
Em entrevista à reportagem da TV Gazeta, que esteve no edifício na manhã desta terça-feira (9), Valdeni destacou que o movimento não tem relação com a Ocupação de Vila Esperança, que realizou protestos em frente ao Palácio Anchieta. Segundo ele, os ocupantes são moradores dos bairros Maria Ortiz, Santo André e Caratoíra, na Capital, que viviam de aluguel ou em casas cedidas.
O líder da ocupação do Edifício Castelo Branco explicou que a saída dos integrantes do MNLM do prédio depende de uma negociação com a Caixa Econômica Federal (CEF), proprietária do imóvel.
Além do TRT-ES, o Edifício Castelo Branco também já foi utilizado pela Caixa Econômica Federal e pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU). Atualmente, existe uma discussão sobre a possível mudança da sede da Câmara Municipal de Vitória para o prédio. Em maio deste ano, o presidente da Casa, Anderson Goggi (PP), esteve em Brasília para uma reunião com representantes da direção nacional da Caixa, para avaliar a transferência do Legislativo municipal — hoje instalado ao lado da Prefeitura — para o local.

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