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Veja o perfil das mortes por Covid-19 no ES após o início da vacinação

Idosos do sexo masculino compõem a maioria das mortes registradas entre pessoas imunizadas; taxa de óbitos é menor do que a observada entre os que não tomaram vacina

Publicado em 24/08/2021 às 19h19

As mortes por Covid-19 no ES

Apesar do que alguns movimentos negacionistas e antivacina afirmam, os imunizantes contra a Covid-19 ainda são a principal estratégia de proteção contra a doença. Mesmo assim, por menor que seja, existe o risco de o paciente evoluir para um quadro grave, sobretudo as pessoas que apresentam comorbidades ou são idosas, a exemplo do evidenciado caso do ator Tarcísio Meira.

No Espírito Santo, as mortes que ocorreram após o início da vacinação também têm esse perfil. Entre as 457 pessoas que morreram no Estado até a segunda-feira (16) e que apresentavam o esquema completo de vacinação, 51% eram homens e 49% mulheres. De todos os casos, apenas um era da faixa etária de 50 a 59 anos. Os outros todos tinham mais de 60 anos.

Covid
Cruzes foram colocadas na Praia de Camburi em memória das vítimas da Covid-19 no Espírito Santo. Crédito: Plenária contra a Covid-19. Crédito: Plenária Covid-19/Divulgação

Quando a campanha de vacinação começou, em 18 de janeiro, o Estado registrava 5.536 óbitos decorrentes da infecção pelo Sars-Cov-2 (coronavírus).  Desde então, mais de 6,6 mil mortes foram provocadas pela Covid-19, que atingiu predominantemente pessoas que não estavam imunizadas ou tinham recebido só uma dose da vacina (D1). 

O secretário estadual da Saúde, Nésio Fernandes, observa que o maior volume de óbitos no público imunizado foi registrado no auge da terceira onda da pandemia no Estado, entre março e abril, quando havia apenas 10% da população adulta vacinada, e portanto, o coronavírus encontrava poucas barreiras para avançar. Atualmente, 81% das pessoas com mais de 18 anos já receberam pelo menos a primeira aplicação. "Se houvesse mais pessoas vacinadas naquele período, o risco de óbito teria sido menor."

Nos primeiros 119 dias de campanha de imunização no Espírito Santo, a vacina do Butantan (Coronavac) correspondia a 64,3% das doses aplicadas, enquanto a da Fiocruz (Astrazeneca) equivalia a 34,8%, imunizante que, hoje, tem predominância no Estado pela disponibilidade da oferta ao longo dos últimos meses. Um novo cenário deve se desenhar a partir de agora, com mais remessas de vacinas da Pfizer distribuídas pelo Ministério da Saúde

Nésio Fernandes

Secretário de Estado da Saúde

"As vacinas representam a principal medida sanitária de enfrentamento à pandemia, de resistência a uma doença infectocontagiosa que, neste momento, é prevenível, tanto com as vacinas quanto com medidas não farmacológicas associadas, como uso de máscaras, distanciamento, preferência por ambientes arejados e comportamento de baixo risco"

A ampla vacinação diminui a circulação do vírus, reforça o secretário, criando barreiras de proteção ao mesmo tempo em que confere maior imunidade aos vacinados, reduzindo a incidência de casos graves, hospitalizações e mortes. Não se trata de eliminar totalmente a possibilidade de infecção, e por isso a necessidade de manter outros hábitos de prevenção, mas de garantir que o organismo esteja mais bem preparado a enfrentar a doença no caso de contaminação.

As pessoas que completam o esquema vacinal - com duas doses ou dose única - e que se infectam, na maioria das vezes, vão apresentar quadro leve da Covid-19. 

Para Nésio Fernandes, as vacinas representam atualmente a esperança de que as festas de final de ano poderão ser celebradas de forma diferente de 2020 e que, em 2022, a agenda do país não estará concentrada na pandemia e, assim, será possível avançar nas áreas econômicas e sociais. 

O secretário avaliou que, com o avanço da vacinação entre a população adulta com a D1, em cerca de 81% no Espírito Santo, e com o esquema vacinal completo das pessoas com mais de 40 anos, público mais suscetível a quadros graves da Covid-19, a partir de outubro o Estado deverá vivenciar uma queda mais robusta no número de óbitos. 

"A vacinação exige que toda a população supere medos, ansiedades, preconceitos e fake news que têm prejudicado a adesão à segunda dose da vacina", frisou o secretário em entrevista coletiva na segunda-feira passada (16). 

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