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Publicado em 27 de outubro de 2025 às 20:03
O surto misterioso em investigação no Hospital Santa Rita de Cássia, em Vitória, chegou a 34 casos entre os colaboradores, segundo boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), nesta segunda-feira (27). O documento mostra ainda que passou de três para quatro pessoas internadas em Unidades de Tratamento Intensivo (UTI).>
O informe é o primeiro de uma série que passará a ser publicada diariamente às 17h, com atualizações sobre a doença. De acordo com a Sesa, todas as ocorrências estão concentradas no hospital, localizado em Maruípe, que é referência no tratamento de câncer no Espírito Santo.>
Entre os funcionários da rede hospitalar, sete precisaram ser internados, sendo três na UTI. Sete acompanhantes de pacientes também foram hospitalizados, com um caso na Unidade de Terapia Intensiva. >
Na manhã desta segunda, a Sesa explicou que haviam 12 suspeitas de infecção sendo investigadas entre os acompanhantes, já no boletim divulgado à noite, 5 desses casos foram descartados. >
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A contaminação no Hospital Santa Rita
Funcionários que foram contaminados: 34
Funcionários internados: 3 na UTI e 4 em enfermarias (7 ao todo)
Acompanhantes internados: 1 na UTI e 6 em enfermarias (7 ao todo)
A coordenadora de Controle de Infecção Hospitalar do Santa Rita, Carolina Salume, explicou que a contaminação está restrita ao setor de internação da oncologia e não há risco de disseminação para o entorno. “A doença é restrita a um local do hospital. Não há recomendação ou risco para a população que vive ou circula na região”, afirmou.>
O secretário de Estado da Saúde, Tyago Hoffmann, reforçou que não há evidências de transmissão de pessoa a pessoa. “Todos os profissionais com suspeita de infecção foram para casa sem saber que estavam contaminados, e nenhum familiar apresentou sintomas semelhantes. Nenhum caso foi identificado fora do hospital. Isso mostra que não houve disseminação da doença”, disse.>
A Sesa e a direção do hospital informaram que a área afetada passou por higienização completa e que os pacientes imunodeprimidos foram transferidos para outro setor. A pasta também investiga a origem da contaminação, que pode ter sido causada por fungos, bactérias ou vírus. Amostras estão sendo analisadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen-ES) e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. O resultado dos exames deve sair até o fim da semana.>
As investigações realizadas pela Sesa até o momento descartaram que as infecções tenham sido causadas por vírus da Covid-19 ou da Influenza A e B (gripe). O Ministério da Saúde enviou dois representantes ao Espírito Santo para auxiliar nas investigações.
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Diante dos casos de infecção em funcionários do Hospital Santa Rita de Cássia, em Vitória, a Sesa divulgou, no domingo (26), uma nota técnica estabelecendo como devem ser feitas as notificações, quais exames devem ser realizados e as medidas de prevenção e controle a serem adotadas, enquanto o agente causador das infecções ainda é desconhecido.
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O documento indica que o surto começou a ser investigado após o aumento de casos de síndrome respiratória aguda identificado no dia 19 de outubro. A Sesa e a Secretaria Municipal de Saúde de Vitória realizam coletas de amostras biológicas e ambientais para análises laboratoriais no Laboratório Central de Saúde Pública do Estado do Espírito Santo (Lacen-ES), que incluem exames para vírus respiratórios, bactérias, fungos e até sequenciamento genético, com o objetivo de identificar o agente envolvido.>
O Ministério da Saúde informou que, após solicitação da Secretaria de Saúde do Espírito Santo, uma equipe de investigação epidemiológica do EpiSUS foi enviada para apoiar o Estado e o município na investigação dos casos no hospital. Os agentes chegaram nesta segunda-feira (27) e precisarão de 48 horas para produzir o primeiro relatório baseado em evidências e nos achados em campo. >
Amostras dos infectados serão coletadas e enviadas para laboratório de referência da Fiocruz, no Rio de Janeiro, para pesquisa de agentes biológicos compatíveis com os sinais e sintomas dos pacientes>
"A equipe de epidemiologia de campo, EpiSUS, é altamente especializada em investigação epidemiológica nos locais de infecção, com dedicação exclusiva, para elucidar eventos como este. O Ministério da Saúde mantém este serviço de apoio aos Estados e municípios há 25 anos", diz nota enviada pelo ministério. >
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