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Sobe para 34 o número de colaboradores infectados no Santa Rita, em Vitória

Sobe para 34 o número de colaboradores infectados no Santa Rita, em Vitória

Segundo boletim da Sesa, um acompanhante está sendo tratado na UTI; outros cinco casos entre pessoas desse grupo foram descartados

Publicado em 27 de outubro de 2025 às 20:03

Hospital Santa Rita
Hospital Santa Rita Crédito: Ricardo Medeiros

O surto misterioso em investigação no Hospital Santa Rita de Cássia, em Vitória, chegou a 34 casos entre os colaboradores, segundo boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), nesta segunda-feira (27). O documento mostra ainda que passou de três para quatro pessoas internadas em Unidades de Tratamento Intensivo (UTI).

O informe é o primeiro de uma série que passará a ser publicada diariamente às 17h, com atualizações sobre a doença. De acordo com a Sesa, todas as ocorrências estão concentradas no hospital, localizado em Maruípe, que é referência no tratamento de câncer no Espírito Santo.

Entre os funcionários da rede hospitalar, sete precisaram ser internados, sendo três na UTI. Sete acompanhantes de pacientes também foram hospitalizados, com um caso na Unidade de Terapia Intensiva. 

Na manhã desta segunda, a Sesa explicou que haviam 12 suspeitas de infecção sendo investigadas entre os acompanhantes, já no boletim divulgado à noite, 5 desses casos foram descartados. 

A contaminação no Hospital Santa Rita

Funcionários que foram contaminados: 34
Funcionários internados: 3 na UTI e 4 em enfermarias (7 ao todo)
Acompanhantes internados: 1 na UTI e 6 em enfermarias (7 ao todo)

A coordenadora de Controle de Infecção Hospitalar do Santa Rita, Carolina Salume, explicou que a contaminação está restrita ao setor de internação da oncologia e não há risco de disseminação para o entorno. “A doença é restrita a um local do hospital. Não há recomendação ou risco para a população que vive ou circula na região”, afirmou.

O secretário de Estado da Saúde, Tyago Hoffmann, reforçou que não há evidências de transmissão de pessoa a pessoa. “Todos os profissionais com suspeita de infecção foram para casa sem saber que estavam contaminados, e nenhum familiar apresentou sintomas semelhantes. Nenhum caso foi identificado fora do hospital. Isso mostra que não houve disseminação da doença”, disse.

A Sesa e a direção do hospital informaram que a área afetada passou por higienização completa e que os pacientes imunodeprimidos foram transferidos para outro setor. A pasta também investiga a origem da contaminação, que pode ter sido causada por fungos, bactérias ou vírus. Amostras estão sendo analisadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen-ES) e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. O resultado dos exames deve sair até o fim da semana.

Covid-19 e Influenza descartadas

As investigações realizadas pela Sesa até o momento descartaram que as infecções tenham sido causadas por vírus da Covid-19 ou da Influenza A e B (gripe). O Ministério da Saúde enviou dois representantes ao Espírito Santo para auxiliar nas investigações. 

Sesa emite nota técnica

Diante dos casos de infecção em funcionários do Hospital Santa Rita de Cássia, em Vitória, a Sesa divulgou, no domingo (26), uma nota técnica estabelecendo como devem ser feitas as notificações, quais exames devem ser realizados e as medidas de prevenção e controle a serem adotadas, enquanto o agente causador das infecções ainda é desconhecido.

O documento indica que o surto começou a ser investigado após o aumento de casos de síndrome respiratória aguda identificado no dia 19 de outubro. A Sesa e a Secretaria Municipal de Saúde de Vitória realizam coletas de amostras biológicas e ambientais para análises laboratoriais no Laboratório Central de Saúde Pública do Estado do Espírito Santo (Lacen-ES), que incluem exames para vírus respiratórios, bactérias, fungos e até sequenciamento genético, com o objetivo de identificar o agente envolvido.

Ministério da Saúde envia agentes ao ES

O Ministério da Saúde informou que, após solicitação da Secretaria de Saúde do Espírito Santo, uma equipe de investigação epidemiológica do EpiSUS foi enviada para apoiar o Estado e o município na investigação dos casos no hospital. Os agentes chegaram nesta segunda-feira (27) e precisarão de 48 horas para produzir o primeiro relatório baseado em evidências e nos achados em campo.

Amostras dos infectados serão coletadas e enviadas para laboratório de referência da Fiocruz, no Rio de Janeiro, para pesquisa de agentes biológicos compatíveis com os sinais e sintomas dos pacientes

"A equipe de epidemiologia de campo, EpiSUS, é altamente especializada em investigação epidemiológica nos locais de infecção, com dedicação exclusiva, para elucidar eventos como este. O Ministério da Saúde mantém este serviço de apoio aos Estados e municípios há 25 anos", diz nota enviada pelo ministério. 

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