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Santa Rita: 88 casos de infecção misteriosa são investigados no ES

Santa Rita: 88 casos de infecção misteriosa são investigados no ES

Paciente deve apresentar uma lista de sintomas e ter estado no setor oncológico do hospital entre 20 de setembro e 22 de outubro para ser considerado um dos possíveis infectados

Mikaella Mozer

Repórter / [email protected]

Publicado em 29 de outubro de 2025 às 18:42

Hospital Santa Rita
Hospital Santa Rita Crédito: Ricardo Medeiros

Chegou a 88 o número de casos suspeitos de infecção misteriosa que começou no Hospital Santa Rita de Cássia, em Vitória. Entre os casos em análise, 63 são colaboradores, 15 são acompanhantes e 10 são pacientes. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (29) em boletim da Secretaria de Saúde do Espírito Santo (Sesa-ES).

Esses dados não estão relacionados a novos casos suspeitos, mas levam em consideração se as pessoas apresentam sintomas específicos do quadro avaliado e se elas estiveram na ala oncológica, setor onde a infecção pode ter começado, no período entre 20 de setembro e 22 de outubro.

Os sintomas

Quadro 1
► Ter febre
Alteração em exames de raio-x do tórax
Pelo menos um desses sintomas: tosse, dores muscular ou de cabeça.

Quadro 2
► Ter febre
► Pelo menos dois desses sintomas: tosse, dores muscular ou de cabeça

O relatório da Sesa aponta que permanece em 5 o número de possíveis infectados na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Um deles é um paciente oncológico. O total de internados em Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e enfermarias caiu de 16 para 15. Não há detalhes sobre qual a relação de cada um com o hospital.

Estão internados:

  • 10 trabalhadores do Santa Rita
  • 8 pacientes que se tratavam no hospital para outras doenças
  • 2 acompanhantes
Não há detalhes sobre a gravidade de cada um dos casos

Na segunda-feira (27), eram 34 colaboradores e 7 acompanhantes analisados. Já na terça-feira (28) a quantidade já tinha aumentado para 69 pessoas em investigação, sendo 46 colaboradores, nove acompanhantes, oito pacientes e seis 'sem informação', que são pessoas que estariam com vínculo com o hospital sendo analisado.

Segundo a Secretaria de Saúde do Espírito Santo, a mudança na quantidade de notificações ocorreu após novos critérios adotados pelo Ministério da Saúde. Em entrevista na última terça-feira (28) à repórter Tarciane Vasconcellos, da TV Gazeta, o secretário da Sesa, Tyago Ribeiro Hoffmann, explicou que não há novos casos e que não há indícios de infecções que aconteceram após a janela de tempo investigada. 

"Emitimos uma nota técnica para todos os serviços de saúde capixabas explicando que a pessoa só entra como suspeita da doença se, primeiramente, tiver passado pelo Santa Rita. Precisa também ter estado no epicentro, dentro do período dos últimos trinta dias e também apresentar os sintomas que estão sendo avaliados. Nesse momento, obrigatoriamente, a unidade de saúde notifica o Estado. Então, é normal que nesses primeiros dias a gente tenha aumento o número de casos suspeitos", detalhou Hoffmann.

As causas da contaminação ainda não foram identificadas, e a principal hipótese levantada pelas autoridades de saúde é que a contaminação pode ter ambiental, sendo causada pela água ou ar-condicionado. São testados 300 patógenos, como vírus, bactérias e fungos, no Laboratório Central do Espírito Santo (Lacen-ES) e na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.

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