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Santa Rita: 69 casos de infecção misteriosa são investigados no ES

Santa Rita: 69 casos de infecção misteriosa são investigados no ES

Para ser considerado suspeito de ter a doença, paciente deve apresentar uma lista de sintomas e ter estado na ala oncológica do hospital entre 20 de setembro e 22 de outubro

Mikaella Mozer

Repórter / [email protected]

Publicado em 28 de outubro de 2025 às 20:49

Hospital Santa Rita, em Vitória
Hospital Santa Rita, em Vitória Crédito: Hospital Santa Rita/ Divulgação

Desde as investigações sobre uma infecção misteriosa que começou no Hospital Santa Rita de Cássia, em Vitória, é a primeira vez que pacientes atendidos entre 20 de setembro e 22 de outubro na ala oncológica aparecem na lista de pessoas com suspeitas de terem contraído a doença. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (28) em boletim da Secretaria de Saúde do Espírito Santo (Sesa-ES), que traz 69 ocorrências em apuração até o momento.

Entre os casos em análise estão de 46 colaboradores, de nove acompanhantes de oito pacientes. Há ainda na lista seis registros que aparecem como 'sem informação', ou seja, sem detalhar de qual grupo faz parte. Esses dados não estão relacionados a novos casos suspeitos, mas levam em consideração se as pessoas apresentam sintomas específicos do quadro avaliado e se elas estiveram no setor onde a infecção pode ter começado no período monitorado.

Os sintomas

Quadro 1
► Ter febre
Alteração em exames de raio-x do tórax
Pelo menos um desses sintomas: tosse, dores muscular ou de cabeça.

Quadro 2
► Ter febre
► Pelo menos dois desses sintomas: tosse, dores muscular ou de cabeça


O relatório da Sesa aponta que passou de 4 para 5 o número de possíveis infectados na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Esse novo caso se refere a uma paciente oncológica. O total de internados em Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e enfermarias foi atualizado de 10 para 16. Não há detalhes sobre qual a relação de cada um com o hospital.

Na segunda-feira (27), eram 34 colaboradores e 7 acompanhantes analisados. Segundo a Secretaria de Saúde do Espírito Santo, a mudança na quantidade de notificações ocorreu após novos critérios adotados pelo Ministério da Saúde. Em entrevista a repórter Tarciane Vasconcellos, da TV Gazeta, o secretário da Sesa, Tyago Ribeiro Hoffmann, explicou que não há novos casos e que não há indícios de infecções que aconteceram após a janela de tempo investigada. 

"Emitimos uma nota técnica para todos os serviços de saúde capixabas explicando que a pessoa só entra como suspeita da doença se, primeiramente, tiver passado pelo Santa Rita. Precisa também ter estado no epicentro, dentro do período dos últimos trinta dias e também apresentar os sintomas que estão sendo avaliados. Nesse momento, obrigatoriamente, a unidade de saúde notifica o Estado. Então, é normal que nesses primeiros dias a gente tenha aumento o número de casos suspeitos", detalhou Hoffmann.

As causas da contaminação ainda não foram identificadas, e a principal hipótese levantada pelas autoridades de saúde é que a contaminação pode ter ambiental, sendo causada pela água ou ar-condicionado. São testados 300 patógenos, como vírus, bactérias e fungos, no Laboratório Central do Espírito Santo (Lacen-ES) e na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.

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