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Decisão

Quiosque do Vitalino é demolido e vai dar lugar a posto da Guarda em Vila Velha

Estrutura estava interditada desde dezembro por irregularidades ambientais, sanitárias e perturbação do sossego

Publicado em 16 de Maio de 2025 às 15:34

Nayra Loureiro

Publicado em 

16 mai 2025 às 15:34
A Prefeitura de Vila Velha realizou, na tarde desta sexta-feira (16), a demolição do empreendimento conhecido como “Quiosque do Vitalino”, localizado na Praia de Itaparica. No local, será construído um novo posto da Guarda Municipal e um espaço de apoio ao atendimento de turistas.
Segundo a administração municipal, a demolição foi necessária para preservar o espaço público, evitar novas ocupações irregulares e permitir a recuperação ambiental da área. A estrutura estava interditada desde 29 de dezembro do ano passado por diversas irregularidades, e a concessão de uso do local foi encerrada definitivamente.
Quiosque
Quiosque "Vitalino" sendo demolido na Praia de Itaparica Crédito: Álvaro Guaresqui
De acordo com a prefeitura, o antigo dono cometeu infrações graves, como crimes ambientais por desrespeito à área de regeneração de restinga. Também foram registradas irregularidades sanitárias como alimentos sem identificação, validade vencida e ambiente de manipulação em condições inadequadas.
Quiosque do Vitalino é demolido e vai dar lugar a posto da Guarda em Vila Velha
Moradores da região também vinham fazendo denúncias sobre desrespeito à ordem pública. A prefeitura informou que havia som alto durante a madrugada, estrutura de palco montada sem autorização e registros frequentes de confusão e barulho. Com a demolição, a prefeitura reforçou que não vai tolerar o uso indevido dos espaços públicos.
“Quem descumpre regras, comete infrações ou desrespeita o meio ambiente será responsabilizado. O município seguirá firme na defesa do interesse coletivo”, destacou a nota.
Procurado pela reportagem, o advogado do dono do quiosque afirmou que a demolição foi “um ato absolutamente arbitrário” da Prefeitura de Vila Velha, já que há uma ação em andamento para anular o ato administrativo que cassou a concessão de funcionamento do espaço.
Segundo ele, o processo ainda está em fase de tramitação e não houve qualquer decisão judicial a favor do município. “Trata-se de uma medida com conotação de perseguição pessoal, um desperdício de dinheiro público. O quiosque estava em ótimo estado e poderia ser destinado a outras utilidades”, disse.
O advogado também criticou a gestão por, segundo ele, ignorar imóveis abandonados na orla de Itapuã usados como esconderijo por criminosos. “Enquanto imóveis em péssimo estado seguem de pé, a prefeitura resolve demolir um quiosque em plenas condições de uso. As providências judiciais, no âmbito cível e criminal, estão sendo tomadas, e a responsável será exemplarmente punida pelo Poder Judiciário”, afirmou.

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