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Prefeitura de Vitória estuda fornecer mais uma merenda por dia nas escolas

Segundo prefeito, 36 mil alunos da rede pública da Capital fazem a principal refeição do dia na escola

Publicado em 23/11/2021 às 02h00
Merenda escolar
Merenda escolar é essencial para os alunos da rede pública de ensino. Crédito: Agência Brasil

A prefeitura de Vitória estuda fornecer mais uma refeição nas unidades de ensino públicas municipais. O objetivo é tentar minimizar os efeitos da crise econômica nas crianças, que acabam chegando na escola com fome, prejudicando o desempenho escolar. Segundo o prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), 80% dos alunos, o equivalente a 36 mil estudantes de Vitória, fazem a principal refeição do dia na escola.

A proposta foi feita pelo vereador Leandro Piquet (Republicanos), presidente da Comissão de Educação na Câmara de Vitória, ao chefe do executivo municipal. O pedido teve como base uma pesquisa feita pelo gabinete do parlamentar com diretores escolares, onde foram apontados indicadores para melhoria da educação básica.

Entre os pontos levantados pelos gestores escolares está a necessidade de fornecimento de café da manhã aos alunos antes que comece a aula, já que muitos chegam sem comer nada e têm que esperar até o meio da manhã para fazer a primeira refeição do dia.

“Nós já diagnosticamos casos, por exemplo, que a criança chegava na escola com dor de cabeça, falta de ânimo, tonteira, em razão do déficit alimentar. É uma pauta muito importante que estamos analisando”, afirma o prefeito.

A crise econômica gerada na pandemia aumentou o desemprego, degradando a condição econômica das famílias. Paralelamente, a inflação tem elevado os preços de muitos produtos básicos, principalmente os alimentos.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a alimentação nos domicílios teve alta de 13,3% na Grande Vitória nos últimos 12 meses. Itens como macarrão e batata subiram mais de 20% e as carnes, 16%.

“Estamos fazendo estudo dentro das possibilidades econômicas, financeiras e orçamentárias. Estamos estudando para ver se conseguimos fazer isso (colocar uma refeição a mais) já no ano que vem observando a Lei de Responsabilidade Fiscal e a capacidade fiscal do município”, disse Pazolini.

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