Correção
02/11/2020 - 4:15
Um erro de edição no depoimento da engenheira agrônoma Eliana Pereira apontava que a porta do imóvel incendiado foi parar em seu apartamento , o que não aconteceu.
Portas e janelas voaram com a explosão ocorrida no apartamento em um condomínio residencial que pegou fogo por volta das 10h30, desta segunda-feira (02). A explosão, seguida do incêndio, ocorreu no Residencial Club Jardim Camburi, no bairro Jardim Camburi, em Vitória. Um vizinho e um funcionário do condomínio testemunharam a queda do aparelho de ar condicionado da unidade incendiada.
As chamas atingiram quatro apartamentos do terceiro andar do prédio localizado na Avenida Dr. Herwan Modenese Wanderley, próximo ao Hospital e Maternidade Santa Paula. De acordo com nota do Corpo de Bombeiros, dois deles ficaram destruídos, incluindo a unidade que foi o foco do fogo, e os outros dois pouco atingidos. Sete pessoas ficaram desalojadas.
Os estragos causados nos apartamentos devido a incêndio em Jardim Camburi
Por causa da quantidade de fumaça inalada, três moradores, incluindo síndico, precisaram de atendimento no próprio condomínio. Já o dono do apartamento incendiado, apesar de muito ferido, recusou a ajuda dos vizinhos e saiu do local dirigindo o próprio carro. Horas depois, ele foi encontrado morto no bairro Mata da Praia, também em Vitória.
IMPACTO NA VIZINHANÇA
Para se ter uma dimensão do tamanho do impacto da explosão, vidros da janela de um edifício vizinho estouraram. Segundo o relato de uma moradora do segundo andar do prédio à repórter Daniela Carla, da TV Gazeta, a porta do apartamento foi arrombada pela força da explosão.
"Estava tomando café quando ouvi a explosão. Tremeu tudo. Eu vi o vidro caindo, senti um cheiro forte de fumaça. Eu só consegui pegar os meus filhos e o cachorro e descer", relembrou Eliana Pereira, uma engenheira agrônoma que reside no segundo andar.
BOMBEIROS INVESTIGAM CAUSA DO INCÊNDIO
De acordo com nota do Corpo de Bombeiros, há a suspeita "de que um homem tenha incendiado o local". A ação recairia sobre o próprio dono do apartamento, identificado como Marcelo Agostinho Gonçalves, de 52 anos. No entanto, somente após o laudo pericial será possível identificar a causa. O prazo mínimo para a conclusão é de 30 dias.