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Pai de mulher assassinada é internado com problemas no coração

O aposentado de 80 anos foi quem liberou o corpo da filha,  Kátia Matos. Marido da vítima, o cabo da Polícia Militar Márcio Borges foi preso em flagrante, apontado como o autor do crime

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 13/04/2021 às 20h46
Kátia Matos tinha 49 anos e era professora
Kátia Matos tinha 49 anos e era professora. Crédito: Reprodução | Redes Sociais

O pai de Kátia Matos da Silva Ferreira, assassinada a tiro no último domingo (11) foi internado em estado grave de saúde, na manhã desta terça-feira (13), em um hospital particular de Vitória. O motorista aposentado Valdir da Silva, de 80 anos, foi levado às pressas com dores no peito. 

A única filha, a professora Kátia, foi morta na frente da neta dele, de 10 anos. Marido da vítima, o cabo Márcio Borges Ferreira foi preso em flagrante, apontado como autor do crime, que ocorreu dentro do apartamento do casal em Jardim da Penha, bairro da Capital. 

O corpo de Kátia foi levado para o Departamento Médico Legal (DML). Quem realizou o reconhecimento foi o próprio aposentado e acompanhou todos os trâmites de liberação. 

"Ele acompanhou o enterro, foi um dia muito exaustivo. Hoje (terça-feira),  ele não aguentou tudo que estava sofrendo, não estava se sentindo bem e o levamos para o hospital. Está em estado gravíssimo e vai ter que passar por uma cirurgia de cateterismo", contou Iany da Silva, sobrinha e afilhada do aposentado.

Ela contou que o tio faz tratamento de pâncreas e de próstata. Porém, antes mesmo de iniciar as sessões de quimioterapia teve que cuidar do coração. Ele precisou colocar stent, que é um pequeno tubo instalado na artéria para abri-la e permitir um bombeamento adequado do coração. 

O ASSASSINATO

A professora Kátia Matos, de 49 anos, foi assassinada com um tiro na noite deste domingo (11) dentro de um apartamento no bairro Jardim da Penha, em Vitória, na frente da filha de apenas dez anos de idade. O marido da vítima e pai da criança, identificado como Márcio Borges Ferreira, cabo da Polícia Militar, foi preso em flagrante, apontado como autor do crime

O policial militar foi autuado por homicídio qualificado por motivo fútil, por ter impossibilitado a defesa da vítima e por ser contra mulher em contexto de violência doméstica, e majorado, por ter sido na frente da filha do casal. De acordo com a PM, o cabo ficará detido no presídio da instituição, em Maruípe, que também fica na Capital.

O crime ocorreu no segundo andar do prédio onde a família morava, por volta das 19h. De acordo com informações de testemunhas que acionaram o Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes), a criança de dez anos presenciou a morte da mãe e saiu pedindo ajuda no condomínio a vizinhos.

Segundo a aposentada Janete Alves Mesquita, amiga da vítima, o casal estava junto há cerca de 20 anos, mas a relação era abusiva. "Eles brigavam muito, ele batia nela. Ele era um camarada muito violento. Há dez anos eles se separaram e depois de mais de um ano foi que eles voltaram", contou.

Um vizinho da família, que preferiu não se identificar, afirmou que já existiu um inquérito contra Márcio Borges Ferreira, que poderia ter resultado na expulsão da Polícia Militar. No entanto, como a então esposa Kátia retirou a queixa, o marido conseguiu ser promovido a cabo recentemente.

De acordo com o boletim da Polícia Militar, quando os policiais chegaram ao prédio onde ocorreu o fato, o suspeito estava no local e teria levado os colegas de profissão até a cena do crime. De lá, ele foi levado por uma viatura da PM e chegou a receber atendimento médico por se queixar de mal-estar e dores de cabeça.

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