Seja no café da manhã, almoço ou jantar, os pets costumam fazer companhia aos tutores no pé da mesa. Naquele ambiente costuma ter um olhar, um pedido para compartilhamento de comida. Mas dar aos animais alimentos consumidos por nós, seres humanos, exige alguns cuidados. É preciso sempre entender a dieta do animal, observando como ele reage a pequenas porções. Quantidade e qualidade na alimentação são essenciais, segundo a médica veterinária Tatiana Sacchi.
Clube Pet CBN - Seu pet fica pedindo comida o tempo inteiro? Saiba o que fazer!
Em entrevista ao jornalista Mário Bonella, apresentador do programa CBN Cotidiano, da CBN Vitória, a comentarista do quadro Clube Pet CBN deu dicas sobre o que não fazer e o que pode oferecer até alguns benefícios a cães e gatos.
Tatiana Sacchi lembra que em uma época sem muitas opções, os animais se aproximavam dos humanos para conseguir comida. Atualmente, existem diversos sabores, com valores nutricionais variados, tudo para garantir saúde ao animal.
VEJA ALGUMAS DICAS:
NÃO CAIA NO "TESTE DO PET"
A frase é um alerta para que os tutores não alterem drasticamente a dieta dos animais. Alguns alimentos, segundo a médica veterinária, podem ser dados aos animais. Mas tudo tem um limite. O arroz e o feijão, por exemplo, e outras comidas salgadas, fogem do que o animal precisa. "Os pets, em geral, não consomem carboidratos, e muita vezes os donos querem dar comida temperada, arroz, feijão. O animal pode passar mal caso saia muito da dieta", explica.
Tatiana Sacchi explica que os donos devem prestar muita atenção antes de dar doces aos animais. Os alimentos, gostosos para os humanos, podem ser um risco aos pets. Para os cachorros, Tati ressalta: "Chocolate não pode ser dado de jeito nenhum para o cachorro. É tóxico". Para os gatos, também há restrição de doces: "Leite condensado, nem pensar para gato. Boa opção é iogurte desnatado ou requeijão".
A dica da médica veterinária é dividir a comida diária em porções. "Os gatos são animais que gostam de comer pequenas quantidades várias vezes ao dia. Pode ser até seis vezes. O importante é obedecer à quantidade diária, não extrapolar isso, mas com a possibilidade de dividir em refeições. Os cães comem poucas vezes ao dia, sugiro duas vezes, mas também não devem ter excesso", explica.
Ao dividir a comida em porções, é menos provável que o animal deixe de comer o que está no prato. O ato de "limpar o prato", da mesma forma com os humanos, evita desperdício. Segundo a médica veterinária, cães com alimentação de sobra durante o dia costumam ser mais chatos para comer. Selecionam mais o que vão comer ou não. "Às vezes as pessoas esquecem a quantidade de comida ao animal, que deve ser dada em proporção ao tamanho do pet", comenta.
A dica é geral: sempre que for comprar rações ou petiscos para o seu pet, leia o rótulo do alimento. A comentarista da CBN Vitória diz que, geralmente, preço determina a qualidade. "Fontes de proteína são importantes. É bom ler a composição do produto", acrescenta.
As frutas podem ser incluídas na dieta dos animais, mas tome cuidado. Segundo Tatiana Sacchi, a banana é muito calórica; a maçã, por sua vez, pode ser dada com casca, assim como o mamão.
"Há controvérsias se é uma boa prática", diz Tatiana Sacchi sobre deixar os animais com osso na boca. Às vezes, finalizar o almoço e dar um osso ao pet pode ser perigoso. Segundo a especialista, isso exige atenção. "Pode roer durante um período, mas já vi cães com osso preso no céu da boca, por isso exige atenção", comenta.
Você provavelmente já ficou com dó do seu pet, que ao pé da mesa fica implorando pela comida que está disponível para os humanos. Tatiana Sacchi explica que os animais "testam" os tutores. É de acordo com o que os pets pedem e os donos atendem, que tudo vai ficando mais fácil. "É bastante complicado esse hábito que a gente cria. O animal vai, na tentativa. Se conseguir a comida, ele vai pedir novamente", comenta a especialista. A dica é ignorar o animal por um tempinho ou regular os horários da alimentação: pets comem no mesmo momento que os donos.