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MPF define empresa para terminar obra de nova sede iniciada há 13 anos em Vitória

MPF define empresa para terminar obra de nova sede iniciada há 13 anos em Vitória

Finalização do prédio vai custar mais de R$ 7 milhões e expectativa é que seja concluída no segundo semestre de 2026

Publicado em 15 de outubro de 2025 às 10:10

Novo prédio do Ministério Público Federal (MPF) em Vitória só deve ficar pronto em 2026
Novo prédio do Ministério Público Federal (MPF) em Vitória só deve ficar pronto em 2026 Crédito: Carlos Alberto Silva

Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF-ES) definiu a empresa responsável por terminar a obra da nova sede do órgão, iniciada há 13 anos em Ilha de Santa Maria, em Vitória. A vencedora foi a W.F. Engenharia LTDA, que receberá mais de R$ 7 milhões e terá 12 meses para concluir os trabalhos. A expectativa é que o prédio fique pronto no segundo semestre de 2026.

Como mostrado por A Gazeta, em janeiro, a empresa responsável anteriormente pela construção da nova sede protocolou um pedido para rescindir o contrato no fim de 2024. Assim, foi necessário fazer uma nova licitação para finalizar os trabalhos.

Até o início deste ano, 90% do prédio estava concluído e 88% do contrato com a empresa que desistiu de continuar o projeto havia sido cumprido, com despesa em torno de R$ 35 milhões.

A sede atual, localizada no Centro de Vitória, ficará à disposição da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) para destinação a outros órgãos federais.

Obra iniciada há 13 anos

A nova sede do MPF começou a ser construída em maio de 2012, para solucionar a ampliação do quadro de servidores e do número de procuradores da República ocorrida ao longo dos últimos 20 anos, o que gerou a necessidade de ocupar outros espaços além da sede originalmente instalada no Centro, segundo o órgão.

Pelo plano inicial, seriam duas etapas e a obra ficaria pronta em maio de 2017. Na primeira, foi feita a estrutura. Segundo os documentos do Portal da Transparência do MPF, o contrato inicial recebeu diversas prorrogações e houve 17 aditivos.

Entre os problemas, os documentos mostraram que, nessa etapa, houve falhas na execução da estrutura, que levaram à necessidade de providenciar o reforço dos pilares da edificação. Na fase de recebimento desta etapa da obra, foram detectadas inconformidades técnicas e a própria contratada precisou fazer estudos e correção de parte dos serviços.

Com isso, a retomada da obra, na segunda etapa, foi apenas em novembro de 2014, com a nova empresa contratada. Esta, no entanto, abandonou o projeto em março de 2016. Isso porque o empreendimento ficou impedido de ter continuidade devido às restrições do teto de gastos.

Criado por uma emenda constitucional de 2016, o teto de gastos limitava as despesas públicas, determinando que o gasto máximo que o governo pode ter é equivalente ao Orçamento do ano anterior, corrigido somente pela inflação.

Sem poder retomar completamente o empreendimento, foi feita a contratação, separadamente, de duas manutenções e correções estruturais e também do revestimento externo do prédio, que tinham valor menos significativo, mas que contribuiriam ainda assim para a conservação da estrutura, segundo o MPF. Somente o revestimento teve o custo de R$ 4,88 milhões.

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