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Motoristas e cobradores de ônibus de Cachoeiro fazem nova paralisação

Segundo a categoria, a empresa deve três meses de salários atrasados aos funcionários, além de vale-refeição e depósitos de outros benefícios

Publicado em 02/06/2020 às 19h20
Ônibus da Viação Flecha Branca, em Cachoeiro de Itapemirim
Ônibus da Viação Flecha Branca, em Cachoeiro de Itapemirim. Crédito: Reprodução/Tv Gazeta Sul

Os motoristas e cobradores da empresa Flecha Branca, que realiza o transporte público em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, paralisaram as atividades nesta terça-feira (02), novamente. Segundo a categoria, a empresa deve três meses de salários atrasados aos funcionários, além de vale-refeição e depósitos de outros benefícios. Sem negociação entre empresa e sindicato, a greve continua.

Boa parte dos ônibus não saiu da garagem na manhã desta terça-feira, 30% do efetivo trabalhou durante a manhã e 15 ônibus circularam pela cidade. Na segunda-feira da semana passada (25), os funcionários fizeram mais uma paralisação, mas não houve acordo entre eles e a empresa.

Na última sexta-feira (29), uma reunião foi realizada entre representantes da empresa e dos motoristas. A Flecha Branca, segundo os funcionários, apresentou uma proposta de quitar integralmente o salário do mês de maio até o dia 5 de junho, próxima sexta-feira. Mas, segundo os motoristas, não atendia a todas as reivindicações e, por isso, eles não aceitaram a proposta.

“A empresa disse que só teria condição de pagar o salário do mês de maio se a prefeitura antecipasse a compra dos vale-transportes dos servidores, proposta esta que trouxemos para os servidores na sexta e eles não aceitaram, pois não houve nenhuma proposta da empresa de pagar os salários em atraso e nem garantia de pagar os próximos salários”, disse o presidente do sindicato dos motoristas da região sul, Elias Brito.

Em nota, a empresa disse que sua proposta é pagar até sexta-feira o salário integral do mês de maio e parcelar os valores em aberto. Alega ainda que movimento grevista desrespeitou decisão judicial, mantendo o número menor de coletivos nas ruas e bloqueando o acesso as garagens.

LEIA A NOTA DA EMPRESA NA ÍNTEGRA

Lamentavelmente, o movimento grevista no transporte coletivo de Cachoeiro desrespeitou em vários pontos a determinação legal proferida na data de ontem, às 21h55min, nos autos de dissídio coletivo de greve, em trâmite na presidência do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 17ª região, onde foi determinado que o movimento grevista respeitasse o número mínimo de 90% da frota já reduzida em razão da pandemia de covid-19, sob pena de multa diária, bem como a proibição de exercício de atos que impliquem o bloqueio de vias públicas, acesso as garagens da empresa ou atos de coação moral sob os colaboradores que desejam trabalhar.

Diferente da posição ordeira e pacifica que a categoria mantinha, neste episódio em particular, pessoas alheias, desconhecidos, ex-funcionários, e pessoas com interesses políticos, inclusive membro do legislativo municipal com assessores, incitam coagem e induzem a desordem, visando prejudicar toda a população com objetivo de visibilidade, o que prejudica a evolução das negociações em busca de uma solução equilibrada.

A empresa reforça a proposta apresentada na reunião com Ministério Público do Trabalho de pagar até sexta-feira o salário integral do mês de maio e parcelar os valores em aberto.

A empresa esclarece ainda, que sempre esteve aberta ao diálogo para construção de soluções junto aos trabalhadores ou seus representantes oficiais e que as medidas legais cabíveis para o cumprimento da determinação legal estão sendo tomadas.

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