Publicado em 23 de dezembro de 2020 às 13:25
Quem vê o gatinho Guerreiro correndo pela casa e brincando com outros animais nem imagina que um mês antes ele passou por momentos terríveis em Linhares, no Norte do Espírito Santo. Em 23 de novembro, o animal foi agredido e espetado com um vergalhão. O servidor público municipal Victor Brandão Machado, de 43 anos, se apresentou à polícia e confessou ter cometido as agressões contra o animal. Ele chegou a ficar preso, mas foi liberado alguns dias depois.>
Ainda se recuperando das agressões, o gatinho ganhou muito peso. A recuperação dele em relação às feridas foi rápida. Só ficaram as cicatrizes. Ele ganhou peso e já foi castrado, contou Josiane Felipe Moreira. A protetora dos animais está cuidando do Guerreiro desde que ele foi resgatado. >
Mas se as marcas físicas já estão sumindo, os transtornos emocionais parecem ainda estar presentes na vida do animal. >
Josiane Felipe Moreira
Protetora dos animaisAinda com muito medo, poucos dias depois de ser resgatado, o gatinho chegou a fugir de casa. Em seguida, ele foi encontrado e retornou para a residência.>
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A protetora dos animais destacou ainda que o animal está fazendo uma terapia com ozônio e luzes para as feridas e também para ajudar no trauma causado pelas agressões. >
Em vídeos que começaram a circular no dia 23 de novembro, o gato aparece agonizando dentro de uma armadilha, após ser espetado com vergalhões no quintal de uma casa do bairro Jardim Laguna.>
Com o auxílio de outras pessoas, o gato foi retirado do local das agressões. O animal ficou com vários ferimentos pelo corpo e na cabeça. Ele foi encaminhado para o atendimento com um médico veterinário e recebeu pontos para fechar as feridas.>
Na época do caso, o delegado afirmou que o homem alegou que passava por problemas psicológicos e, como sua casa fica no térreo, o animal estaria causando transtornos. Ele argumenta que está passando por problemas psicológicos, em um quadro de depressão. Ele afirmou que já tinha buscado ajuda por diversas vezes, pois a casa dele tinha que ficar fechada, já que esse gato entrava, defecava e urinava nas coisas além de comer sua comida e estragar móveis, explicou o delegado Romel Pio Júnior. >
Para o delegado, o homem alegou que não torturou o animal e usou um vergalhão. Ele afirmou que em um momento de desespero e nervosismo, com a volta do animal, ele fez a armadilha e conseguiu pegar o gato. Ele disse que não torturou o gato e agrediu o animal com apenas um vergalhão. Quando achou que o animal estava morto, parou as agressões, finalizou.>
A reportagem procurou novamente a defesa de Victor nesta semana. O advogado Marcos Soares afirmou que a defesa ainda não foi notificada sobre a conclusão do caso. O defensor destacou que não pretende se manifestar sobre outros detalhes do caso. >
Na semana do caso, a Prefeitura de Linhares informou por nota que instaurou um procedimento administrativo para apurar a conduta do servidor público Victor Brandão Machado.>
Procurada para falar sobre a situação, a administração municipal afirmou que o procedimento está em andamento, na fase instrutória, respeitando os princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa. O Executivo salientou que o processo segue sob sigilo. O homem é servidor público na Prefeitura de Linhares há 11 anos.>
A reportagem de A Gazeta demandou a Polícia Civil para saber se o inquérito do caso foi concluído. Assim que a demanda for respondida, esta matéria será atualizada. >
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