Em cinco anos, a
Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) abriu 114 Processos Administrativos Disciplinares (PADs). Os mais recentes foram instaurados em abril deste ano para investigar três servidores públicos em casos que vão desde a suspeita de pedido de propina ao compartilhamento de vídeos do ambiente interno de trabalho sem autorização.
Os três novos processos foram assinados pelo subsecretário para Assuntos de Administração e de Financiamento da Atenção à Saúde, Antônio Carlos Haidmann Bispo, e publicados no
Diário Oficial do Espírito Santo. Os nomes dos três servidores não foram divulgados pela secretaria, mas a pasta destacou as condutas que levaram à abertura dos processos contra cada um.
Veja abaixo.
Questionada por A Gazeta sobre o que motivou a abertura dos processos, a Sesa confirmou a ação, mas negou que haja qualquer relação entre eles. "Os casos estão sob análise da Corregedoria, que conduz a apuração dos fatos conforme o devido processo legal. Em razão do sigilo processual e para preservar a integridade dos envolvidos, a secretaria não divulgará nomes, cargos ou locais de atuação até a conclusão do procedimento", informou em nota.
De acordo com a Sesa, entre 2021 e 2026, foram instaurados na Corregedoria 114 Processos Administrativos Disciplinares. Dentre os variados assuntos, encontram-se em análise, abandono de cargo, inassiduidade (ausência injustificada e frequente ao trabalho ou obrigações), falsificação de documento, exercício de atividades incompatíveis com o horário de trabalho e resistência injustificada ao andamento e trabalho.
A depender do resultado da apuração, o servidor poderá ser submetido às penalidades previstas na legislação vigente, que incluem advertência, suspensão ou demissão.
No primeiro processo, contra uma servidora suspeita de solicitar propina, foi anexada uma sindicância administrativa, de maio de 2025, que apurou a responsabilidade de agentes públicos responsáveis por contratações de empresas, com suposto indício de esquema de corrupção e favorecimento ilegal em licitações, após investigação da Polícia Federal em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU) ocorrida no Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória (HINSG).
A apuração contra o segundo profissional está relacionada a uma investigação de 2025 no Centro de Reabilitação Física do Espírito Santo (Crefes), de Vila Velha. Já o processo contra o terceiro servidor tem conexão com uma notificação feita por uma empresa de lavanderia hospitalar. Nesse caso, não foram informados mais detalhes.