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Publicado em 2 de outubro de 2025 às 15:12
"Ela teve que dormir usando os sapatos como travesseiro." Este foi o relato dado nesta quinta-feira (2) pelo marido da cineasta capixaba presa nos Estados Unidos desde o dia 16 de setembro. Tucker May e a amiga Nikki Groton publicaram nas redes sociais que Barbara Marques confirmou, na noite de quarta-feira (1º), que estava no Arizona. O marido acredita que isso é um sinal de que ela volte para a Califórnia — Estado em que reside.>
"Ontem à noite, Barbara confirmou que está no Arizona — temos esperança de que isso signifique que ela esteja a caminho de volta para a Califórnia. Cada passo adiante é graças ao apoio incrível de vocês, prova do poder que temos juntos", disseram, na publicação. Foram descritas ainda as más condições que a capixaba está passando durante a custódia. "O ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA) ainda nega o equipamento médico que ela precisa, e ela teve que dormir usando os sapatos como travesseiro", finalizaram.>
Natural de Vitória, no Espírito Santo, Barbara vive nos Estados Unidos e é casada com o americano Tucker May. No dia 16 de setembro, ela estava acompanhada de um advogado, abrindo o processo de solicitação do Green Card, quando foi detida logo após um encontro com agentes de imigração no ICE, no Centro de Los Angeles.>
O marido da capixaba relatou que os atendentes do órgão afirmaram que tudo estava correto com a documentação do casal, mas pouco tempo depois um funcionário disse que a impressora havia quebrado, fazendo com que Barbara se separasse de seu advogado e fosse levada sob custódia. >
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Tucker afirmou que a prisão teria sido motivada por uma audiência judicial de 2019, sobre a qual Barbara não havia sido notificada. A capixaba foi então encaminhada ao Centro de Detenção de Adelanto, na Califórnia, o que dificultou o contato com seu advogado.>
Depois, segundo May, ela foi transferida para o Estado do Arizona e em seguida para o Estado da Louisiana, que seria o último ponto antes de uma possível deportação. Ainda segundo May, Marques e outros detentos ficaram mais de 12 horas sem comida.>
O caso tem gerado mobilização no Brasil, principalmente no Espírito Santo. A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa capixaba já enviou ofício ao Itamaraty, pedindo que o governo federal atue diplomaticamente para evitar a deportação.>
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