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Tragédia

Carro que caiu de penhasco e matou casal no ES estava com freio de mão puxado

Uma das principais linhas de investigação da polícia é de que o movimento do casal dentro veículo tenha provocado a queda

Publicado em 09 de Agosto de 2025 às 18:39

Redação de A Gazeta

Publicado em 

09 ago 2025 às 18:39
Marcone da Silva Cardoso - 28 anos Adriana Machado Ribeiro - 42 anos
Marcone da Silva Cardoso - 28 anos Adriana Machado Ribeiro - 42 anos Crédito: Divulgação Bombeiros / Arquivo pessoal
A polícia ainda investiga a morte do casal que foi namorar no carro e caiu de um penhasco de 400 metros em Venda Nova do Imigrante, na Região Serrana do Espírito Santo. A principal hipótese é de que o movimento do casal dentro veículo tenha provocado a queda.
"O que a gente imagina, pelo que olhou, é que o movimento deles dentro do carro que empurrou o veículo, fez andar alguns metros e desceu. Ele estava estacionado em uma área mais afastada da rampa, um local mais ermo, possivelmente escolhido por eles para ter mais privacidade", explicou o delegado que investiga o caso, Alberto Roque Peres, em reportagem do g1 ES.
O que colabora com a linha de investigação da Polícia Civil é o fato de que o freio de mão do carro estava acionado e o cinto de segurança intacto, sem ter sido usado. Apesar do inquérito continuar em andamento, à espera do resultado de exames da perícia, não há indícios de crime.
Tudo leva a crer que foi mesmo uma fatalidade
Alberto Roque Peres - Delegado

O acidente

Adriana Machado Ribeiro, de 42 anos, e Marcone da Silva Cardoso, de 26, foram encontrados mortos, sem roupas, após o carro onde estavam despencar de uma rampa de voo livre. O acidente aconteceu na madrugada do dia 4 de agosto. Segundo a Polícia Civil, o casal estava no carro, que caiu no paredão de 400 metros.
Ao bater nas primeiras pedras, a mais de 100 metros do local da queda, o corpo do casal foi ejetado. O veículo continuou capotando, até parar a uma distância de 300 metros à frente. O irmão da vítima contou aos policiais que Adriana e Marcone tinham saído para namorar depois de voltarem de uma festa na cidade de Castelo, município vizinho.

Cronologia do acidente

  • O casal Adriana e Marcone foram a uma festa com o irmão de Marcone e a namorada dele, em Castelo, cidade vizinha de Venda Nova do Imigrante. 
  • Adriana e Marcone deixaram o casal em casa e foram até a Rampa de Voo Livre do Filetti, no carro, para namorar. 
  • Por volta de 1h, segundo o delegado, o carro caiu do paredão.
  • 100 metros depois da queda, ainda no meio do paredão, Adriana e Marcone foram ejetados do veículo.
  • Eles foram encontrados sem as roupas. Ele estava mais próximo do carro.
  • Após eles serem ejetados, o veículo continuou capotando por mais 300 metros morro abaixo até parar, todo destruído.

Rampa é aberta a visitantes

O acidente aconteceu na área onde fica Rampa de Voo Livre do Filetti, que é de acesso público e usada por praticantes de esportes como asa-delta e parapente. No entanto, o local exato onde o carro foi encontrado faz parte de uma propriedade particular. Segundo o delegado, foi um trabalhador que capinava o terreno quem encontrou o veículo e acionou a Polícia Militar por volta das 7h da manhã.
"Moradores relataram ter ouvido um barulho muito forte entre 1h30 e 2h da manhã, mas como estava escuro e o mato era alto, ninguém conseguiu ver nada na hora", explicou Peres.

Casal estava junto há 6 meses

A polícia apurou que Marcone e Adriana estavam juntos há cerca de seis meses. Amigos e familiares contaram que os dois tinham ido a uma festa naquela noite e que o relacionamento era tranquilo, sem relatos de brigas ou histórico de violência. Marcone era natural de Belo Horizonte (MG) e morava em Venda Nova do Imigrante havia pouco tempo. Adriana era moradora da cidade e trabalhava em uma padaria conhecida da região há 15 anos.
Marcone da Silva Cardoso, de 28 anos e Adriana Machado Ribeiro, de 42, estavam namorando
Marcone da Silva Cardoso, de 28 anos e Adriana Machado Ribeiro, de 42, estavam namorando Crédito: Redes socias
Eles não tinham passagens pela polícia. Eram trabalhadores, conhecidos na cidade
Alberto Roque Peres - Delegado

Perícia vai indicar se houve ingestão de álcool

O inquérito segue em andamento. Laudos da perícia, inclusive os cadavéricos, vão ajudar a esclarecer pontos importantes da investigação, como a dinâmica da queda, a causa da morte e se houve ingestão de bebida alcoólica. Os exames podem levar até 30 dias para ficarem prontos.
Apesar da suspeita de acidente, a polícia não descarta outras possibilidades até que os laudos fiquem prontos. “Como a circunstância é incomum, a investigação foi instaurada. Mas tudo leva a crer que foi mesmo uma fatalidade. Uma tragédia que serve de alerta para outras pessoas que costumam parar em locais ermos, isolados, durante a noite, sem conhecer bem o terreno”, concluiu o delegado.
Com informações do g1ES.
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