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Publicado em 7 de novembro de 2023 às 16:09
Os moradores do bairro Canivete e de regiões em volta da fábrica da Cacau Show, localizada em Linhares, no Norte do Estado, escutaram um estrondo pouco antes das 5h da manhã vindo da direção da empresa. Esse é o horário em que o local conhecido pela produção de chocolate começou a pegar fogo nesta terça-feira (7). Em entrevista a repórter Viviane Maciel, da TV Gazeta, uma pessoa que vive em bairro próximo - que não se identificou - contou que várias pessoas foram ao local ver o que era. >
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Vizinho da fábrica da Cacau ShowApesar da descrição dos moradores, o Corpo de Bombeiros ainda fará uma perícia para identificar as causas. O comandante-geral da corporação, coronel Alexandre Cerqueira, informou em entrevista a TV Gazeta ter uma equipe já em deslocamento até o local para instaurar as investigações. Cerqueira afirmou ainda que, até o momento, 43 bombeiros já atuaram no combate externo e interno do incêndio, com equipes de Vitória, Serra, Linhares, Aracruz e São Mateus.>
“Foi um trabalho intenso, antes das 5 horas, a equipe de Linhares iniciou o combate. Nós pudemos ver nas imagens, muito fogo e muita fumaça, observando o tamanho e complexidade do incêndio, acionamos logo as equipes de Aracruz e São Mateus", contou.>
Fábrica da Cacau Show pegando fogo
No começo da tarde, o combate as chamas ainda prosseguia, mas já com o fogo controlado e confinado, segundo o Corpo de Bombeiros. Os trabalhos da corporação permanecem, principalmente no setor de produção; além de cessar o fogo, os militares tentam salvar equipamentos importantes na fabricação dos produtos.>
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Moradores da região onde fica a fábrica da Cacau Show estão tristes e preocupados com o futuro de quem trabalha na empresa. A produtora de chocolates emprega cerca de 500 pessoas e, para algumas, é a fonte principal de renda. Em entrevista para a repórter da TV Gazeta, Viviane Maciel, Jucimar, um trabalhador que seguia para o trabalho, disse que o local era onde pessoas próximas 'tiravam o alimento'.>
“Muito triste ver esse acontecimento, muitos colegas e amigos meus trabalham ali. Muito se alimentam daqui e é um local que gera muitos empregos na cidade. Muitos meninos daqui trabalham e é triste demais mesmo”, desabafou.>
Com o controle do fogo no começo da tarde, o receio com o desemprego se tornou a principal preocupação de quem conhece algum funcionário da fábrica ou vive nos arredores. Para Adilson Durão, funcionário de uma empresa de móveis, toda a situação é prejudicial ao município. “Eu não moro aqui, mas fico triste demais. Isso é prejudicial tanto para cidade quanto para o bairro. Imagina o desemprego que isso ia gerar”, afirmou Durão. >
Mesmo com o incêndio de grandes proporções, o Sindicato da Indústria de Produtos de Cacau e Balas, Doces e Conservas Alimentícias do Estado (Sindicacau-ES), Maíra Welerson informou que não se fala em fechamento da empresa. Ainda acordo com a presidente da entidade, em conjunto, a Prefeitura de Linhares e a fábrica de chocolates e doces estão atuando para tranquilizar os funcionários.>
Alexandre Costa, presidente da Cacau Show, informou por vídeo publicado em redes sociais que não se fala em demissão "ou nada do tipo". No momento, segundo o líder da empresa, o plano é “dimensionar o que aconteceu. Não se fala em fechar fábrica. Estão dimensionando o tamanho do impacto do acidente para poder saber o tempo de retomada". A empresa localizada no Norte do Estado representa 19% da produção da marca no Brasil, segundo a Cacau Show.>
Em comunicado oficial divulgado nesta terça (7), a empresa alimentícia informou que a fábrica de Linhares responde por 19% da produção da marca. A companhia disse ainda que está reorganizando a sua cadeia de fornecimento "para que não haja qualquer impacto de produção". A construção foi inaugurada em 2022, com investimento de R$ 600 milhões e era a segunda fábrica da empresa no Brasil.>
O espaço era estratégico, pois fica próximo ao plantio da "Fazenda Dedo de Deus", também na cidade do Norte Capixaba. O objetivo da fábrica na mesma localidade era aproximar o plantio da produção e se tornar autossuficiente no cultivo do fruto até 2030. >
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