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Geraldo Neto/Montagem/Acervo das famílias
Pequenos sobreviventes

As crianças que 'renasceram' após situações dramáticas no ES

O Espírito Santo registrou uma série de episódios que poderiam ter se transformado em terríveis tragédias envolvendo crianças; conheça os desfechos

Caroline Freitas

Repórter

Publicado em 17 de Abril de 2022 às 08:27

Publicado em

17 abr 2022 às 08:27
Arthur e Miguel são exemplos de crianças que passaram por momentos difíceis, mas conseguiram superar Crédito: Geraldo Neto/Montagem/Acervo das famílias
O Espírito Santo registrou uma série de episódios recentes que poderiam ter se transformado em terríveis tragédias envolvendo crianças. Felizmente, as histórias tiveram desfecho positivo e A Gazeta reuniu os casos desses pequenos sobreviventes que, segundo avaliação dos pais, praticamente renasceram.
Em 26 de fevereiro deste ano, o menino Miguel Ferraz, de um ano e oito meses, ficou ferido no rosto após ser mordido por um cachorro enquanto almoçava com o pai e a avó em um bar localizado na Praia de Itaparica, em Vila Velha.
A criança estava brincando perto do pula-pula quando, ao ver um caminhão, algo de que sempre gostou, saiu correndo em direção à grade de proteção que divide o espaço com a rua. Nesse momento, foi atacado pelo cachorro, que aparentou ter sido surpreendido com o movimento abrupto da criança. O bebê foi ferido lábios e em uma das bochechas, pouco abaixo do olho.
“Ele tomou seis vacinas, não precisa de mais, mas ainda hoje faz tratamento com colírio antibiótico porque o olho fica bem irritado pela manhã, o médico disse que pode ser pela baba do cachorro. Fora isso, ele está bem agora”, relatou a mãe, Talita Ferraz.
Ela conta que os primeiros dias após o ataque foram complicados, o pequeno tinha dificuldade para dormir e recusava-se a tomar os medicamentos necessários. Contudo, após semanas, o sentimento que fica é alívio. 
"Meu filho poderia ter ficado cego. Poderia ter se ferido ainda mais. É um alívio"
Talita Ferraz - Mãe do bebê mordido por cachorro
Criança ferida por cachorro em bar de Vila Velha
Criança ferida por cachorro em bar de Vila Velha Crédito: Arquivo da família
Quem também deu um susto na família foi Arthur Bettero Afonso, de 11 anos, que é morador de Colatina, no Noroeste do Estado. Em dezembro de 2021, o capixabinha jogava bola com os amigos em um campo no bairro Noemia Vitali, quando foi picado por um escorpião e precisou ser levado pelos pais para um hospital, onde ficou internado por três dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) infantil.
“Ele brincava na rua quando foi picado. Passou quase três dias na UTI, depois disso foi pra casa", relatou o pai, Wesley Saggiani Afonso. 
"Se fosse alguma criança mais nova, talvez não tivesse sobrevivido. Meu filho teve uma taquicardia, que foi revertida, mas deu medo"
Wesley Saggiani Afonso - Pai de Arthur, picado por escorpião
Ele explica que Arthur foi tratado com soro antiescorpiônico e anestésico, e chegou a passar por uma série de exames para descartar problemas mais sérios.
“Os batimentos cardíacos dele chegaram a 154, o que é muito alto para uma criança com a idade dele. Você começa a questionar por que essas coisas acontecem. Ainda hoje ele faz acompanhamento com cardiologista. Mas, graças a Deus, ficou tudo bem.”
Outra história é a da pequena Laís, de 4 anos. A menina, que foi atingida na cabeça por um tiro acidental de arma de chumbinho, em Piúma, no Litoral Sul do Espírito Santo, em janeiro deste ano, chegou a passar quase um mês internada, e hoje se recupera em casa, com a ajuda da família.
Seu quadro ainda é delicado, pois ficou com sequelas neurológicas graves. Entretanto, segundo a mãe, Camila Cristina da Silva, a pequena vem reagindo bem.
“Ela está se recuperando a cada dia, vemos sinais de melhoras, sorrisos, ela já dá tchau, Deus está agindo, no tempo dele, do jeito dele, mas está agindo. Ela está evoluindo.”
Arthur Bettero Afonso, de 11 anos, ficou três dias em UTI após pixada de escorpiao em Colatina
Arthur Bettero Afonso, de 11 anos, ficou três dias em UTI após picada de escorpião em Colatina Crédito: Wando Fagundes
"Ela teve oportunidade de nascer do meu ventre, mas Deus deu a oportunidade dela nascer de novo das mãos dele. A vida dela é um milagre "
Camila Cristina da Silva - Mãe de Laís
O disparo foi efetuado de maneira acidental pela irmã, de 10 anos, enquanto as duas brincavam na manhã do dia 16 de janeiro. Por enquanto, Laís ainda não anda ou fala e se alimenta por meio de uma sonda. Porém, segundo a mãe, ela está evoluindo. “E a relação com a irmã está ótima. Elas sempre se deram bem. A Laís tenta interagir, ela ouve tudo, entende tudo, e acreditamos que isso só vá melhorar.”
Também em janeiro, Taislane Schroeder, de apenas quatro anos, sobreviveu a um grave atropelamento em uma área conhecida como Tijuco Preto, zona rural de Domingos Martins, município da região Serrana do Espírito Santo.
A pequena passou mais de três semanas internada no Hospital Infantil de Vitória, e chegou a contrair uma bactéria durante a internação, tendo passado três dias sedada. Para a mãe da menina, Angelica Drager Schroeder, a filha é um milagre.
"Deus fez um milagre tão grande na vida da minha filha. Ela teve uma febre alta, não baixava de jeito nenhum. Fizeram exames que apontaram uma bactéria e pneumonia. Ficou sedada por três dias, mas pedi a Deus e hoje, está super bem", relatou em entrevista à Gazeta em fevereiro. Ao longo de março, a reportagem tentou contato várias vezes com a família, em busca de atualizações, mas não houve resposta.

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