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Maria da Penha Batista, policial civil
Maria da Penha Batista, policial civil Divulgação PC | Arte A Gazeta Geraldo Neto
ProfissõES na Pandemia

"A polícia é uma grande família, vamos sair vitoriosos", diz escrivã sobre pandemia

A policial civil Maria da Penha Batista é a responsável por iniciar o processo de compras de máscaras e álcool em gel utilizados no dia a dia dos policiais civis do Espírito Santo

Isaac Ribeiro

Repórter de Cotidiano

Publicado em 21 de Julho de 2020 às 09:07

Publicado em

21 jul 2020 às 09:07
Maria da Penha Batista, policial civil
Maria da Penha Batista, policial civil Crédito: Divulgação PC | Arte A Gazeta Geraldo Neto
Trabalhando em home office ou em sua sala na Divisão de Suprimentos e Zeladoria da Polícia Civil, em Vitória, a escrivã Maria da Penha Batista coordena a equipe responsável por garantir maior segurança a cerca de 2.100 homens e mulheres que atuam na corporação em tempos de pandemia do novo coronavírus.
Tudo porque é ela quem inicia o processo de compra de máscaras de proteção facial, luvas, álcool 70% e outros Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) indispensáveis no dia a dia dela e dos demais colegas. De acordo com a polícia, já foram investidos R$ 88,5 mil. Desses, R$ 48,8 mil foram gastos somente com máscaras.
Até o dia 13 de julho, já tinham sido adquiridas 21.400 máscaras com elástico e ainda há um processo de compra de máscaras de tecidos personalizadas com o brasão da polícia. Além das máscaras, a Polícia Civil adquiriu seis mil frascos de álcool 70% e ainda dois mil frascos de sabonete líquido que estão em fase de entrega pelo fornecedor.
Considerado um serviço essencial, o trabalho da Polícia Civil faz parte da série de A Gazeta “Profissões na Pandemia”. Há 25 anos atuando na corporação, Maria disse que toda a rotina profissional dela e da equipe foi alterada desde o surgimento dos primeiros casos da Covid-19 na Grande Vitória. Há 19 anos, ela é chefe da divisão.
Além das compras, o setor de Maria da Penha é responsável pelo almoxarifado, zeladoria e protocolo, que é o arquivo geral. As paredes receberam cartazes indicando a importância do uso do álcool 70% e da máscara. Os pátios ganharam pias com água e sabão dispostos para higiene das mãos.
"Um dos colegas da Divisão onde trabalho pegou essa doença e ficou 14 dias afastado. Ele tomou todo o cuidado e ainda aconteceu. Os casos de Covid estão cada vez mais perto da gente, isso que assusta. Mas sou otimista, a gente vai conseguir passar por isso"
Maria da Penha Batista - Escrivã
Do ambiente de trabalho antes da pandemia, Maria da Penha sente falta do contato diário e de compartilhar os desafios e conquistas com os demais agentes de segurança que trabalham na Divisão de Suprimentos. O grupo completo é composto por 18 pessoas.
“Gosto do contato físico e sinto falta do afago das pessoas. No trabalho, a gente sente essa dificuldade. Gosto de ser útil e faço o possível para ajudar. Quando você está presente, consegue, com pequenos gestos ou uma ideia, resolver um problema que parece grande e não é”, atesta.
Maria da Penha ressaltou que é otimista e espera que a pandemia passe logo.  
"A polícia é uma grande família, a gente está muito unido nisso, um cuidando do outro. Acredito que vamos conseguir sair vitoriosos dessa situação"
Maria da Penha Batista - Escrivã

FAMÍLIA

A policial civil é casada e tem uma filha – que mora no Paraná – e dois enteados. O marido é aposentado e não costuma sair de casa durante a pandemia. A escrivã conta que os mesmos protocolos de higiene adotados no trabalho são repetidos em casa.
"Tenho uma neta do coração e não estamos nos vendo. Sinto muita falta de abraçar. Não tem mais afago físico. Sinto falta de sair e bater papo. Vamos nos fechando por proteção própria e do outro. O meu negócio é presença física e olho no olho"
Maria da Penha - Escrivã

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