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Publicado em 4 de agosto de 2022 às 12:15
O período de estiagem está comprometendo a produção dos agricultores de Marataízes, no Litoral Sul do Espírito Santo. Segundo levantamento da Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento e Pecuária, 950 produtores foram afetados pela falta de chuva na região. As lavouras mais prejudicadas são as de abacaxi, mandioca e cana-de-açúcar. >
Na localidade de Brejo dos Patos, o produtor rural Benedito Carlos Fernandes Lourenço, de 49 anos, 200 mil pés de abacaxi foram plantados para serem colhidos neste ano, mas a qualidade da produção está baixa. Um abacaxi, que costumava ser vendido no mercado por R$ 2,50, atualmente não está custando mais de R$ 1,20. >
“Este ano está muito difícil. Os abacaxis não têm padrão para o mercado, estão pequenos por conta da seca, com menos de um quilo. Meus funcionários, que nesta época fazem limpeza e pulverização das lavouras, estão parados. Uma chuva não resolve, teria que ter chovido pelo menos uma vez ao mês”, revela o produtor.>
Para tentar minimizar os impactos, o secretário municipal de Agricultura, Abastecimento e Pecuária, Robson Abreu, disse que os custos com o serviço de trator da prefeitura para os produtores foram zerados. Ele disse que a pasta tem aberto bebedouros para os pecuaristas e estuda, junto aos órgãos ambientais, a possibilidade de abrir tanques para irrigação.>
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Robson Abreu
Secretário Municipal de Agricultura, Abastecimento e PecuáriaO município de Marataízes, segundo o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) não tem uma estação meteorológica que mede a quantidade e distribuição de chuvas. Porém, com base em dados de municípios próximos, houve uma quantidade de chuva cerca de 30% menor nos meses de janeiro, fevereiro e março, quando comparados com o ano anterior, segundo informações do engenheiro agrônomo, Antônio Franco, coordenador do Escritório Local de Desenvolvimento Rural de Marataízes.>
“Por estarmos exatamente no meio do período mais seco esperado, não há um panorama de melhoria ou chuvas amenizem a situação até início do mês de outubro. E as ações que possam ser feitas de maneira emergencial são muito restritas e de pouca efetividade sob o panorama técnico agronômico”, analisou o engenheiro.>
O Incaper afirmou que, com o trabalho de extensão rural e os atendimentos técnicos, faz durante todo o ano a recomendação aos produtores de práticas que minimizem os impactos da estiagem. >
Antônio Franco
Engenheiro agrônomo do Incaper em MarataízesVizinho ao município de Marataízes , Itapemirim também sofre com a falta de chuva e há relatos até da morte de animais. No interior, os produtores de leite tem dificuldade em manter a alimentação do gado e com a pastagem seca, até cana-de-açúcar é usada no meio da silagem. >
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