Projeto de reforma do Teatro Carlos Gomes sai em fevereiro, diz governo do ES

Fechado desde dezembro de 2017, ainda não há prazo para aparelho cultural de 93 anos reabrir, mas O secretário de Estado da Cultura, Fabrício Noronha, afirma que licitação para obras pode sair em breve

Publicado em 22/01/2021 às 02h00
Atualizado em 22/01/2021 às 15h20
Imagem feita exclusivamente por A GAZETA no dia 19 de outubro de 2019 mostra recepção e parte do interior do Teatro Carlos Gomes, no Centro de Vitória
Imagem feita com exclusividade por A Gazeta em outubro de 2019 mostra recepção e parte do interior do Teatro Carlos Gomes, no Centro de Vitória, já fechado. Crédito: Pedro Permuy

No mês de fevereiro, próximo mês, a Secretaria de Estado da Cultura (Secult-ES) terá em mãos o projeto que define como será, quanto custará e o que precisa ser feito na reforma do Teatro Carlos Gomes, no Centro de Vitória. O governo do Estado, depois disso, lançará edital para selecionar a empresa que vai executar a obra. É o que garantiu o secretário Fabrício Noronha, em entrevista ao Divirta-se, de A Gazeta. No entanto, ainda não há previsão para o aparelho cultural de 93 anos, fechado desde dezembro de 2017, reabrir.

Segundo Fabrício Noronha, tudo está bem encaminhado para que a reforma seja realizada com todo o cuidado possível, já que se trata de uma edificação histórica e com algumas instalações já bastante desgastadas.

“Não temos ideia do valor porque ainda não temos o projeto, mas ele (o projeto) deve chegar agora em fevereiro. Aí vamos analisar tudo para publicar o edital da reforma propriamente dita”, explicou o secretário de Estado da Cultura.

GASTO DE R$ 246 MIL NO TELHADO

Imagem feita exclusivamente por A GAZETA no dia 19 de outubro de 2019 mostra recepção e parte do interior do Teatro Carlos Gomes, no Centro de Vitória
Imagem feita com exclusividade por A GAZETA no dia 19 de outubro de 2019 mostra recepção e parte do interior do Teatro Carlos Gomes, no Centro de Vitória, já fechado. Crédito: Pedro Permuy

Antes de ser fechado, o teatro só foi aberto em setembro de 2018, quando sediou por alguns dias a 25ª edição do Festival de Cinema de Vitória, mas apresentou problemas estruturais já no evento. À época, os 17 aparelhos de ar-condicionado, que foram instalados de forma improvisada em cavaletes nos camarotes do segundo andar, deram defeito. O aluguel dos produtos, no episódio, custou R$ 22 mil por uma semana.

O então secretário de Estado da Cultura, João Gualberto, disse que os problemas na refrigeração do edifício só foram verificados durante o início das reformas, em dezembro, e que toda a aparelhagem precisaria ser trocada. Para isso solicitou ao governo o crédito de R$ 400 mil para a contratação de projetos para a restauração total do teatro.

Depois, o Carlos Gomes ainda recebeu, em outubro daquele ano, o Festival de Música Erudita do Espírito Santo e, em novembro, o Festival Nacional de Teatro. Os dois eventos foram climatizados com os aparelhos temporários de ar-condicionado.

Grande parte das pinturas encontradas nas prospecções do Theatro Carlos Gomes era feita com uma técnica chamada de estêncil
Visita técnica, feita em 2020 ao Teatro Carlos Gomes, revelou pinturas originais cobertas por mais de uma dezena de camadas de tinta. Recuperação está na lista de serviços. Crédito: Secult/Divulgação
Grande parte das pinturas encontradas nas prospecções do Theatro Carlos Gomes era feita com uma técnica chamada de estêncil
Visita técnica, feita em 2020 ao Teatro Carlos Gomes, revelou pinturas originais cobertas por mais de uma dezena de camadas de tinta. Recuperação está na lista de serviços. Crédito: Secult/Divulgação
Grande parte das pinturas encontradas nas prospecções do Theatro Carlos Gomes era feita com uma técnica chamada de estêncil
Visita técnica, feita em 2020 ao Teatro Carlos Gomes, revelou pinturas originais cobertas por mais de uma dezena de camadas de tinta. Recuperação está na lista de serviços. Crédito: Secult/Divulgação

ÚLTIMA REFORMA FOI HÁ MAIS DE 10 ANOS

A última grande reforma que o Teatro Carlos Gomes recebeu foi em 2010 e tudo custou R$ 630 mil. Agora, com o que o governo do Estado pretende fazer, uma obra similar deve ser executada, já que toda a estrutura será revitalizada e um trabalho de análise até já foi feito no local, como A Gazeta já mostrou. Inclusive pinturas originais, que estavam tampadas por até mais de uma dezena de camadas de tinta, serão restauradas.

O TEATRO CARLOS GOMES ANO A ANO

  • 2017
  • O governo iniciou reparos no Carlos Gomes. Na ocasião, investiu R$ 218 mil inicialmente e, depois, teve que gastar mais R$ 28 mil, totalizando R$ 246 mil. O telhado, banheiros, pinturas, fiação elétrica e produto retardante de chamas foram alguns dos serviços de restauro e manutenção que foram feitos.
  • Em setembro, outubro e novembro o aparelho cultural recebeu três eventos, um por mês, com ar-condicionado improvisado, depois de o então secretário de Estado da Cultura, João Gualberto, ter explicado que foi verificado que o sistema de refrigeração do prédio estava comprometido.
  • Em dezembro, o Carlos Gomes foi definitivamente fechado para as obras.

  • 2020
  • Em janeiro, A Gazeta anunciou que a reforma do Carlos Gomes seria profunda e total, mas sem prazo para reabertura do espaço. No mês seguinte, foi lançada a licitação para a escolha da empresa que faria o projeto das obras, cujo prazo vence em fevereiro de 2021.

  • 2021
  • Agora, também em janeiro, o secretário de Estado da Cultura, Fabrício Noronha, anuncia que aguarda a chegada do projeto à Secult para que seja elaborada, então, a licitação para escolher a empresa que executará as obras. Não há prazo para isso acontecer. O governo, por enquanto, também não tem ideia do quanto vai gastar para realizar os serviços.
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