DJ e produtor brasileiro KVSH entra para lista da Forbes Under 30

Bombando nos streamings, o mineiro KVSH, de 27 anos, entrou para a renomada lista que destaca os grandes talentos do empreendedorismo e criação com menos de 30 anos e falou, em entrevista, sobre sua relação com o Espírito Santo. Confira!

Publicado em 26/01/2021 às 18h30
DJ e produtor brasileiro Luciano Ferreira, conhecido como KVSH, entrou para a renomada lista da Forbes Under 30
DJ e produtor brasileiro Luciano Ferreira, conhecido como KVSH, entrou para a renomada lista da Forbes Under 30. Crédito: Gabriel Wickbold

Bombando nos streamings, o DJ e produtor brasileiro Luciano Ferreira, conhecido como KVSH, entrou para a renomada lista da Forbes Under 30, que destaca os grandes talentos do empreendedorismo e criação com menos de 30 anos de idade.

O mineiro de 27 anos foi eleito para o seleto grupo na categoria Música. Com um catálogo de grandes sucessos por gravadoras nacionais e internacionais, KVSH conquistou os holofotes há quatro anos ao lançar versões dos temas das sagas Harry Potter e Velozes e Furiosos.

O artista é um dos nomes da música eletrônica brasileira mais escutados no Spotify, somando mais de 400 milhões de plays na plataforma e 61 milhões de visualizações no YouTube. No final de 2020, foi destaque na categoria “Música” da Forbes Under 30, renomada lista que elege jovens que fazem a diferença antes dos 30 anos.

O DJ e produtor já se apresentou em grandes festivais, como Lollapalooza e Rock in Rio, e possui a própria gravadora, chamada Lemon Drops, para ajudar novos talentos a subir de patamar. Além disso, também atua como empresário, com sua própria marca de roupas, a KVSH Store, e a Festa KRUSH, sua marca de festas.

Em entrevista, o artista fala sobre sua carreira e também de sua história de vida com o Espírito Santo. Confira:

Parabéns pela conquista de estar presente na Forbes Under 30! Jovem, DJ e produtor, empresário e destaque na lista brasileira na categoria Música. Como está se sentindo neste patamar? E quais os objetivos agora?

Muito obrigado! Estou muito feliz em ver que apostei em algo que era incerto, mas que eu amava muito, e que trouxe conquistas como essa que refletem tanto na minha vida profissional quanto na pessoal. Sinto que meu sonho foi consagrado, ao pensar que aos 14 ou 15 anos tinha medo de arriscar e empreender na minha carreira, porque penso que ela é como um negócio, né. Então ter quebrado a ideia imposta pela sociedade de que devemos fazer faculdade, encontrar um emprego, comprar casa, ter filhos e aposentar - tudo num mesmo padrão para todos -, foi muito importante para eu correr atrás do meu sonho é trabalhar para que tudo acontecesse!

KVSH está entre os artistas brasileiros da música eletrônica mais escutados no Spotify. Você sempre buscou aumentar esses números ou foi algo que aconteceu naturalmente?

Foi acontecendo naturalmente, nunca busquei ser o maior DJ do Brasil, nem nada disso. Acabei alcançando tudo isso na minha carreira por justamente deixar minha vida mais tranquila, sempre focado, mas sem pressão em cobranças, e aí foi tudo rolando.

Conferimos seu canal no YouTube e tem várias dicas para novos produtores musicais, desde ensinamentos sobre como produzir uma música e até mesmo montagem de um estúdio em casa. Você pretende no futuro montar um curso e/ou dar aulas?

Pretendo montar meu curso, ensinando novos produtores e pessoas com curiosidade de entender como funciona a música eletrônica. Quero fazer com que o sonho deles se torne possível, que eles corram atrás e consigam criar as músicas que quiserem.

Podemos perceber uma forte base de fãs nas redes sociais que interage com você. Qual sua relação com essas pessoas que te acompanham e te dão suporte?

Os fãs para mim são tudo. Quem me segue há bastante tempo sabe que sempre converso com eles inbox, e quando alguns passam por algum aperto e me mandam mensagem, sempre estou lá respondendo, tentando ajudar. Às vezes tem pessoas que estão tristes, aí pedem um vídeo para um amigo e eu tento enviar. Acho que esse é o espírito que muitos artistas esquecem. Sem os fãs, você não é ninguém. Então tento tratar meus fãs realmente como uma família.

Você já se apresentou diversas vezes no Espírito Santo. Qual sua relação com o Estado? Está com saudades de fazer show por aqui?

Espírito Santo, para mim, é minha segunda casa! Desde pequeno vou para Guarapari, minha família ama esse lugar e sempre viaja em diversas partes do ano para lá. Eu cresci vendo os eventos em Meaípe e Guarapari, desde meus 14 anos, vendo a galera indo para o evento, os carros de som divulgando, escutando as músicas da época... eu ficava “Caramba, cara, será que um dia vou ser DJ e tocar aqui em Guarapari?” E quando toquei pela primeira vez foi histórico, foi na Pedreira. Pensei: “Cara, eu consegui!”. Então, minha relação com Espírito Santo é fantástica, sempre estou aí, todos os anos, vários meses, e a galera me recebe muito bem.

Com Alok sendo o artista brasileiro mais escutado no Spotify, você acredita que a música eletrônica está ganhando forças no país? Como enxerga isso após pandemia e liberação das festas e eventos?

Acho que, no Brasil, a música eletrônica já ganhou visibilidade, hoje em dia todo mundo sabe o que é a música eletrônica, ninguém desconhece. Acho que aquela música que tinha outro sentido há um tempo, hoje todo mundo já gosta, e nesse quesito, o Alok fez um trabalho sensacional, mostrando a música eletrônica pras pessoas. Acredito que isso só mostra que a gente está aqui trabalhando e basta só as pessoas observarem um pouco mais e dar um espaço para a gente voar!

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