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Opinião da Gazeta

Segunda Ponte: reforma é alívio, mas não solução definitiva para o trânsito

A criação da quinta faixa é um bom paliativo, embora a retirada das barreiras centrais para aumentar o espaço cause certa preocupação sobre a segurança

Publicado em 19 de Junho de 2026 às 05:00

Públicado em 

19 jun 2026 às 05:00
Redação de A Gazeta

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Redação de A Gazeta

Segunda Ponte
Segunda Ponte Ricardo Medeiros

É muito bom que, depois de tanto tempo sem intervenções relevantes, a Segunda Ponte, que conecta Vitória a Cariacica e Vila Velha, passe por uma reforma para ampliar sua capacidade, com a implementação de uma quinta faixa para quem se dirige à Capital. As obras começam em julho.


De acordo com o governo estadual, estudos de fluxo mostraram que aproximadamente 39 mil veículos seguem no sentido Cariacica/Vila Velha para Vitória e 31 mil trafegam no sentido contrário. Com mais uma faixa rumo a Vitória, a expectativa é de que se consiga mais fluidez, já que os engarrafamentos são frequentes sobretudo nos horários de pico.


A Grande Vitória tem um gargalo evidente por suas características geográficas, e  há uma dependência de novas conexões entre a Capital e o continente para que seja superado. O número de veículos circulando tende a permanecer crescendo no futuro, e o trânsito vai continuar sentindo o impacto de mais carros nas ruas.


E, apesar de já ter havido no passado propostas de uma quarta ponte e de um túnel, esses investimentos pesados em infraestrutura acabaram saindo do radar. Não há sinalização de que essas propostas voltem à mesa, embora exista muita expectativa popular.


Outro ponto a se destacar é que a estadualização completa da Segunda Ponte está avançando, o que é uma boa notícia já que, sob gestão federal, os investimentos em manutenção ficaram a desejar. 


Em 2017, ferragens à mostra nos pilares foram alvo de reportagem deste jornal. No mesmo ano, o Crea-ES chegou a emitr um  laudo que apontou a situação precária da construção, inaugurada em 1979. A responsabilidade estadual sobre a estrutura ficará ainda maior.


A criação da quinta faixa é um bom paliativo, embora a retirada das barreiras centrais para aumentar o espaço cause certa preocupação sobre a segurança viária. É importante que, diante de um problema como as retenções na Segunda Ponte, decisões dentro das possibilidades sejam tomadas para contorná-lo. Mas são sempre soluções com prazo de validade, o que exige ainda mais visão de futuro.

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