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Opinião da Gazeta

Resultado do PIB brasileiro em 2019 é piada para lá de sem graça

Bolsonaro, como presidente, deveria ter se preparado não só para comentar o PIB, mas principalmente para apontar os caminhos de seu governo para melhorar esse número em 2020

Públicado em 

04 mar 2020 às 20:56

Colunista

Bolsonaro com o humorista Carioca Crédito: Reprodução/Facebook Jair Bolsonaro
“Rir para não chorar” é aquela expressão que se encaixa bem em situações tão trágicas em que pouco resta a fazer senão encará-las com algum humor. O espetáculo circense protagonizado pelo presidente Jair Bolsonaro e sua paródia na saída do Palácio da Alvorada, contudo, não teve graça alguma. Distribuir bananas e ironizar o resultado pífio do PIB do seu primeiro ano de mandato é insultar uma população que ainda espera bem mais de seu presidente. O país precisa ser levado a sério.
O Produto Interno Bruto (PIB), para responder à pergunta feita pelo próprio presidente, é mais do que o resultado de uma fórmula que aponta o crescimento econômico. Ao medir a produção de um país em um determinado período, com foco na agropecuária, na indústria e serviços, o PIB fornece os parâmetros da atividade econômica e do nível de riquezas de uma nação.
É, portanto, um termômetro da própria qualidade de vida da sociedade. Bolsonaro teve 57 milhões de votos, mas é toda a população do país que espera melhoras concretas.
O sistema produtivo brasileiro começou a se recuperar da depressão econômica provocada pelo governo Dilma Rousseff em 2017, e esperava-se que, em 2019, o resultado fosse melhor. No início daquele ano, a expectativa era 2,5%. O crescimento acabou sendo de apenas 1,1%, abaixo de 1,3% de 2017 e 2018. Para se ter uma ideia, o país se encontra atualmente no mesmo patamar do início de 2013.
O ministro Paulo Guedes, ao se posicionar sobre o percentual que inevitalmente serve para avaliar sua própria gestão à frente da Economia, disse não entender a comoção em torno do resultado, afirmando que está dentro do esperado.
É bem verdade que não se pode fechar os olhos para os fatores externos, como a crise argentina ou os desdobramentos da guerra comercial entre China e Estados Unidos. Tampouco se ignorou os efeitos da tragédia da Vale em Brumadinho sobre a indústria extrativa. Tudo dentro do roteiro.
Mas deve-se ressaltar que as questões a serem respondidas pelo presidente da República, com o devido suporte de seu “posto Ipiranga”, dizem mais respeito as suas próprias responsabilidades na condução econômica. O investimento, que em 2019 variou pouco em relação ao ano anterior, passando de 15,2% para 15,4%, segue no rumo das incertezas. A vitória da reforma da Previdência é incontestável, mas o andamento das demais mudanças estruturais ainda segue lento, muito em decorrência das insistentes tensões políticas. Não há confiança em um país com tanta turbulência.
Bolsonaro, como presidente, deveria ter se preparado não só para comentar o PIB, o que acabou fazendo mais tarde ligeiramente, mas principalmente para apontar os caminhos de seu governo para melhorar esse número em 2020. Preferiu servir de escada para um bobo da Corte em um dos dias mais importantes do ano para a economia do país.

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