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Opinião da Gazeta

Nota A do Tesouro: ES continua dando aula em gestão fiscal

É o 13° ano consecutivo que o Estado recebe  a nota máxima na avaliação sobre a Capacidade de Pagamento dos Estados e Municípios (Capag) do Tesouro Nacional, a coroação de uma mudança de mentalidade que perdura

Publicado em 07 de Novembro de 2024 às 01:01

Públicado em 

07 nov 2024 às 01:01

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Palácio Anchieta, sede do governo do Estado, em Vitória
Palácio Anchieta, sede do governo do Estado, em Vitória Crédito: Ricardo Medeiros
Treze anos não são treze dias. A cada ano que o Espírito Santo recebe mais uma "nota A" do Tesouro Nacional para a sua coleção, acumulada consecutivamente nos últimos 13 anos, é um momento de celebração das boas práticas que necessariamente deve também estar acompanhado de uma renovação do compromisso com boa qualidade da gestão fiscal. É mais um ano para a conta, mas sem descuidar dos que virão.
O desempenho do Estado na avaliação da Capacidade de Pagamento dos Estados e Municípios (Capag) da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) mais uma vez o colocou entre os entes mais comprometidos com a saúde financeira, sendo assim uma referência nacional. Um Estado que consegue seguir cumprindo suas obrigações financeiras e realizar investimentos. A nota ainda avalia a confiabilidade dessas informações contábeis.
Não restam dúvidas de que o Espírito Santo consolidou uma cultura de responsabilidade fiscal, mas para não repetir os erros do passado é importante lembrar que nem sempre foi assim. A desorganização fiscal esteve por muito tempo de mãos dadas com a instabilidade institucional, colocando o Espírito Santo em um abismo que parecia intransponível. Mas uma reação organizada de governo e sociedade civil deu início a uma mudança de rumos que nos trouxe até aqui. 
As instituições se fortaleceram, foi colocado um fim à desorganização fiscal. A economia começou a crescer, a credibilidade adquirida passou a atrair empresas e negócios, houve aprimoramento dos serviços públicos prestados. Como mostrou o economista Sávio Bertochi Caçador em sua coluna neste jornal, o Espírito Santo é um exemplo vivo dos estudos que levaram o Nobel de Economia neste ano ao mostrar que as instituições afetam a prosperidade das nações. Tudo melhorou para o Espírito Santo quando conseguimos oxigená-las.
As notas A consecutivas representam muito mais do que uma nota máxima: elas mostram que finanças organizadas se traduzem em mais entregas, com serviços públicos que atendam aos cidadãos com qualidade. A cada ano, é a população a maior beneficiada quando o governo estadual faz o seu dever de casa.

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