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Opinião da Gazeta

Aumento das despesas básicas sacrifica ainda mais quem já vive no sufoco

Quando não sobra dinheiro para uma emergência ou mesmo para o lazer, é sinal de que não há qualidade de vida para as pessoas. A vida vira uma questão de sobrevivência

Publicado em 12 de Julho de 2021 às 02:00

Públicado em 

12 jul 2021 às 02:00

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Pesquisa “O Bolso dos Brasileiros” da Serasa apontou que, em maio, a inadimplência em contas básicas como energia, gás e água chegou a 22,3% Crédito: Towfiqu Barbhuiya/Unsplash
No orçamento familiar, o primeiro movimento em tempos de crise é o corte sumário dos supérfluos. Do delivery do fim de semana às atividades de lazer, os ajustes para fazer o mês caber no salário fazem parte da rotina. Mas o drama atual das famílias é que está faltando dinheiro até para o que é essencial. 
pesquisa “O Bolso dos Brasileiros” da Serasa  apontou que, em maio, a inadimplência em contas básicas como energia, gás e água chegou a 22,3%. Para muitos brasileiros, a decisão  passou a ser sobre qual boleto deve ser priorizado e qual pode ficar para depois. No Espírito Santo, houve certo alívio, com o endividamento das famílias recuando para 24,7% em maio,  0,8 ponto percentual menor que o mês de abril. Ainda assim, um número relevante.
As más notícias não param de chegar. Em meio à crise hídrica, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aumentou em 52% o valor da bandeira vermelha 2. O gás de cozinha (gás liquefeito de petróleo - GLP)  subiu 6% na última semana, o 16º aumento seguido. Sem falar na inflação dos alimentos, que mesmo que tenha sofrido desaceleração no mês de junho, ainda continua mordendo pedaços maiores do salário todo mês, a cada visita ao supermercado. Outras despesas, como o aluguel, reajustado em meio à alta do Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM), também pesam no bolso. 
O processo inflacionário sobre as despesas essenciais afeta a todos, mas não chega a tirar o sono dos mais ricos. Os aumentos em contas como a de luz e gás são proporcionalmente mais altos para as pessoas com rendas mais baixas, por comprometerem  mais diretamente os salários. 
Situação que fica ainda mais grave em um contexto no qual o país atinge a marca de 14,8 milhões de desempregados. Sem falar nos impactos na renda durante a pandemia, com reduções de jornada, ausência de reajustes nos salários e redução do valor do auxílio emergencial em 2021. O empobrecimento da população acaba sendo inevitável diante de uma conjuntura tão desfavorável.
De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), famílias que ganham até 10 salários mínimos no país foram as mais afetadas, com o endividamento nessa faixa passando de 69% para 70,7% de maio para junho, o maior nível em 11 anos. Em junho do ano passado, o percentual era de 68,2%.
Quando não sobra dinheiro para uma emergência ou mesmo para o lazer, é sinal de que não há qualidade de vida para as pessoas. A vida vira uma questão de sobrevivência. É um quadro explícito de deterioração social, quando famílias não são capazes do sustento básico. Enquanto isso, o país tarda a se reorganizar e adia diuturnamente as reformas estruturantes para fortalecer o Estado e atrair mais investimentos, gerando empregos e qualificação e, sobretudo, mais dignidade. Há ainda uma pandemia a ser superada, mas a reação organizada continua pífia. Há muito a ser feito.

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