Publicado em 12 de janeiro de 2021 às 07:56
- Atualizado Data inválida
O anúncio de que a Ford irá fechar todas as suas fábricas no Brasil levou a mais uma disputa por culpados nas redes sociais. A empresa anunciou que serão demitidos 5.000 trabalhadores no Brasil e na Argentina, sem dar detalhes.>
Empresários e políticos citaram o excesso de subsídios e a disputa entre esferas de governo como razões para a saída da empresa.>
"Isso é resultado do péssimo ambiente de negócios no Brasil", disse o empresário Salim Mattar, que foi secretário de Desestatização do governo até agosto do ano passado. Ele ainda criticou as disputas entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).>
"Com a saída de mais uma montadora, nosso país segue afundando no processo de desindustrialização. Bolsonaro vai liquidar nossa Nação!", escreveu Ciro Gomes (PDT).>
>
Outro adversário do presidente nas eleições de 2018, João Amoêdo (Novo) criticou os subsídios dados a montadoras.>
"Apesar desta 'ajuda', as montadoras não são competitivas. Subsídios não funcionam. Precisamos de reformas estruturais para reduzir o 'custo Brasil'".>
Já bolsonaristas saíram em defesa do governo. O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub usou uma reportagem de 2018 para afirmar que a Ford decidiu parar de produzir carros de passageiro em todo o mundo. "Não é no Brasil!", escreveu. O texto, publicado pelo veículo norte-americano NBC, fala sobre planos da empresa de focar na produção de veículos utilitários nos Estados Unidos.>
A Ford disse que irá manter algumas operações locais. A sede da montadora na América do Sul continuará sendo no Brasil, e o campo de provas de Tatuí, bem como o centro de desenvolvimento da Bahia, continuam operando.>
"Lamento decisão da Ford de encerrar sua produção de automóveis no Brasil. A medida afeta o fechamento de fábricas no Ceará, Bahia e SP. Foi decisão global da Ford Motors. No Estado de SP, serão mantidos 700 trabalhadores em atividades no município de Tatuí e na Capital", disse João Doria, governador de São Paulo.
>
"Enquanto o presidente da Câmara @RodrigoMaia fica brigando com o Presidente @jairbolsonaro e não pautando as reformas vemos o anúncio de fechamento das fábricas da Ford no Brasil. Isso é resultado do péssimo ambiente de negócios no país", disse Salim Mattar, empresário e ex-secretário de Desestatização do governo Bolsonaro.>
"NÃO É NO BRASIL! A decisão da Ford, tomada há dois anos, foi parar de produzir carros de passageiros no MUNDO!!!! Eles NÃO ganham dinheiro com Ka, Fiesta, Focus, etc. Desistiram de competir com asiáticos e europeus. A Ford vai produzir apenas caminhonetes e o Mustang. NO MUNDO!!!", disse Abraham Weintraub, ex-ministro da Educação do governo Bolsonaro.>
"Lembram quando Bolsonaro disse que se a esquerda vencesse na Argentina nossos vizinhos fugiriam desesperados para cá? Pois a Ford vai fechar TODAS as fábricas no Brasil e manter a produção no Uruguai e Argentina. Bravata não gera emprego nem vai tirar o país do buraco", disse Marcelo Freixo (PSOL), deputado federal.>
"Que desastre, meu Deus do céu! A Ford anunciou que vai fechar todas as suas fábricas no Brasil. Com a saída de mais uma montadora, nosso país segue afundando no processo de desindustrialização. Bolsonaro vai liquidar nossa Nação! Congresso, cumpra seu dever: IMPEACHMENT JÁ!", disse Ciro Gomes (PDT), político.>
"Ford vai fechar todas suas fábricas no Brasil. Vai manter produção na Argentina e Uruguai. Então um impeachment, um teto de gastos, uma reforma trabalhista e outra da previdência não são suficientes para manter a "confiança" dos empresários?", disse Guilherme Boulos (PSOL), político.>
"O setor automotivo recebeu mais de R$60 bilhões em subsídios desde 2003. Apesar desta "ajuda", as montadoras não são competitivas. A Ford anunciou que não produzirá mais no Brasil. Subsídios não funcionam. Precisamos de reformas estruturais para reduzir o 'custo Brasil'", disse João Amôedo (Novo), político.>
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta