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Desinvestimentos

Petrobras fatura quase R$ 2 bi ao vender campos de petróleo em águas rasas

Estatal vende áreas nos polos Pampo e Enchova para a Trident Energy na região da Bacia de Campos, no Rio de Janeiro

Publicado em 16 de Julho de 2020 às 11:04

Redação de A Gazeta

Publicado em 

16 jul 2020 às 11:04
Plataforma na Bacia de Campos
Plataforma na Bacia de Campos Crédito: Petrobras/Divulgação
Petrobras, que segue um plano de desinvestimentos, informou que finalizou nesta quinta-feira (16) a venda da totalidade da sua participação nos dez campos que compõem os Polos Pampo e Enchova, localizados em águas rasas na Bacia de Campos, no Estado do Rio de Janeiro, para a Trident Energy do Brasil LTDA, subsidiária da Trident Energy L.P.
A operação foi concluída com o pagamento de US$ 418,6 milhões para a Petrobras, o que totaliza quase R$ 2 bilhões. A negociação foi finalizada após o cumprimento de todas as condições precedentes, e considerando ajustes previstos no contrato e outras condições posteriormente acordadas entre as partes.
Essa operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em águas profundas e ultra-profundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.
De acordo com a Gerente Executiva de Gestão de Portfólio da Petrobras, Ana Paula Saraiva, o closing de Pampo e Enchova tem grande importância para a empresa. “Em um momento desafiador para a economia mundial e em particular para a indústria de óleo e gás, fechamos uma negociação relevante sob o ponto de vista estratégico e financeiro. O valor vindo da venda vai ajudar a reduzir a dívida da Petrobras e damos mais um passo na estratégia de focar recursos em águas profundas e ultraprofundas, em especial o pré-sal. Não estamos reduzindo a Petrobras, estamos tornando-a mais forte e resiliente, focada no que ela sabe fazer melhor”.
O Gerente Executivo de Águas Profundas da Petrobras, Carlos José Travassos, ressalta que a operação pereniza o ciclo de vida dos ativos. “O desinvestimento dos polos de Pampo e Enchova se dá por meio da gestão de portfólio focada no futuro da Petrobras. Além de adicionar valores importantes ao caixa da companhia, essa operação evita gastos de descomissionamento e pereniza o ciclo de vida daquelas unidades por meio de novos investimentos, gerando empregos e valor para a sociedade brasileira”.
Para o Diretor Executivo de Relacionamento Institucional da Petrobras, Roberto Ardenghy, o anúncio da transferência da operação do polo Pampo e Enchova para uma operadora internacional é muito importante sobre vários aspectos. “Mostra que o Brasil continua sendo um país atrativo para o recebimento de investimentos internacionais, com mais competitividade e geração de empregos. Em relação à tecnologia, por exemplo, a tendência é a adoção de técnicas já aplicadas em outros países especialmente na área de águas rasas e campos maduros”.
Segundo Patrick Garo, General Manager da Trident Energy do Brasil, a empresa já tem planos para o ativo. “A Trident Energy do Brasil já conta com mais de 100 profissionais e esperamos chegar a mais de mil trabalhando direta ou indiretamente em nossas operações. Nossos planos são de longo prazo e faremos investimentos imediatos para aumentar a produção e proteger os ativos enquanto preparamos as campanhas de perfuração e workover. Com isso, esperamos pelo menos dobrar a produção atual”.
Os chamados Polos Pampo e Enchova estão localizados na Bacia de Campos, no litoral do Rio de Janeiro, e englobam os campos de Enchova, Enchova Oeste, Marimbá, Piraúna, Bicudo, Bonito, Pampo, Trilha, Linguado e Badejo. A produção total de óleo e gás desses campos, de abril a junho de 2020, foi de cerca de 22 mil barris de óleo equivalente por dia, através das plataformas PPM-1, PCE-1, P-8 e P-65. Com essa transação, a Trident passará a ser a operadora dessas concessões com 100% de participação nas mesmas.

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