Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Economia
  • Maia diz que Estados 'não sobrevivem 3 meses' com plano de socorro do governo
Coronavírus

Maia diz que Estados 'não sobrevivem 3 meses' com plano de socorro do governo

Equipe econômica propôs uma nova ajuda de R$ 127,3 bilhões; segundo o presidente da Câmara, governo está 'inflando' os números com recursos já transferidos

Publicado em 14 de Abril de 2020 às 22:43

Redação de A Gazeta

Publicado em 

14 abr 2020 às 22:43
Rodrigo Maia, presidente da Câmara
Rodrigo Maia avalizou texto aprovado pela Câmara e que ainda vai ao Senado. Enquanto isso, governo pressiona por outra proposta de socorro aos Estados Crédito: Cleia Viana/Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, criticou o plano de socorro aos Estados e municípios apresentado nesta terça-feira (14) pelo governo federal. Para Maia, o plano é insuficiente. Segundo ele, governadores e prefeitos "não sobrevivem três meses" com os recursos oferecidos pelo governo federal como resposta à covid-19.
A área econômica do governo federal anunciou uma proposta para aumentar em R$ 77 bilhões a ajuda da União para estados e municípios, como alternativa a um projeto aprovado pela Câmara nesta segunda-feira (13). O projeto prevê a recomposição, pelo governo federal, durante seis meses, das perdas de arrecadação de estados e municípios em razão da crise do novo coronavírus. Se a arrecadação cair 30%, o custo da recomposição para os cofres federais é superior a R$ 80 bilhões.
Pela proposta do governo, o valor total de ajuda federal a estados e municípios alcançaria R$ 127,3 bilhões – mas R$ 49,9 bilhões já haviam sido anunciados em março.
Na avaliação de Maia, o governo infla os números com recursos já transferidos. Segundo ele, o anúncio do governo para recompor as perdas das receitas de Estados e municípios com Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS, estadual) e Imposto Sobre Serviços (ISS, municipal) garantem R$ 22 bilhões a governadores e prefeitos, valor considerado insuficiente pelo presidente da Câmara.
“O que tem de novo na proposta são R$ 22 bilhões. O governo fica usando recursos que já estão transferidos, decisões que já foram tomadas", afirmou. Em relação à recomposição das perdas dos ICMS e do ISS disse ter a impressão de que esses RS 22 bilhões resumem a proposta do governo.
"R$ 22 bilhões, eu digo: os governadores e prefeitos que têm o ICMS e ISS como sua principal base de arrecadação não sobrevivem por três meses”, disse Maia. Segundo o presidente da Câmara, a proposta anunciada pelo governo, que será feita via medida provisória, vai “deixar todos em situação muito difícil”.
"O que o governo está propondo para estados e municípios, pela regra, pelo que está na planilha deles, são R$ 22 bilhões que não resolvem três meses dos Estados, muito menos a inclusão dos municípios”, disse Maia.
Ele ressaltou ainda que municípios que administram o maior número de UTIs serão os mais prejudicados. “Em pouco tempo, muitos vão perder a condição de pagar salários, e hoje alguns já não têm essa condição, como Minas Gerais. Acho que a proposta do governo, limitada a R$ 22 bilhões, é uma proposta, mas acho que ela não resolve, e ela vai gerar muito conflito e muito problema”, destacou o presidente da Câmara.

CONGELAMENTO DE SALÁRIOS

Maia cobrou mais uma vez do governo o envio de uma proposta para congelamento de salários dos servidores do Poder Executivo. Para o presidente da Câmara, Bolsonaro não quer enviar a proposta ao Congresso. "Isso tem de ficar claro para a sociedade”, disse.
“Há uma medida provisória do governo dando recursos a Estados e municípios sobre o FPE [Fundo de Participação dos Estados] e FPM [Fundo de Participação dos Municípios]. Não tem nenhuma contrapartida aqui. Por que o presidente da República não assinou o congelamento de salário dos servidores públicos? Estamos prontos para votar a proposta do governo. O que o governo não pode é tratar o parlamento como barriga de aluguel”, protestou.

DISPUTA POLÍTICA

Maia criticou ainda o argumento do governo, segundo o qual a proposta da Câmara, que permite a recomposição total da perda de arrecadação de ICMS e ISS, sem contrapartidas, incentivará que Estados e municípios relaxem na arrecadação.
Para ele, imaginar que algum gestor irá fazer "alguma esperteza" num momento de crise no país para se beneficiar da recomposição é sinalizar que "prefeitos e governadores são desonestos".
Segundo Maia, o que está por trás é a resistência do governo em ajudar Estados governados por adversários políticos. "O que o governo quer fazer – do meu ponto de vista, respeitando, claro, a vontade do governo – é criar um conflito político federativo, que deveria ser deixado para outro momento. As eleições nacionais acontecerão em 2022. Lá que nós deveremos fazer a disputa política, a disputa eleitoral", afirmou.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Homem coloca fogo na própria moto após ser abordado pela PM em Domingos Martins
Mãe é intubada e filho é autuado por tentativa de homicídio após incendiar moto no ES
Obras do Cais das Artes, na Enseada do Suá, em Vitória
'Ele está presente', diz arquiteto que atuou com Paulo Mendes da Rocha no Cais das Artes
Jiboia é resgatada após ser flagrada em frente à Câmara de Colatina
Jiboia é resgatada após aparecer na calçada da Câmara de Colatina; vídeo

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados