Publicado em 9 de julho de 2025 às 19:44
BRASÍLIA - O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou uma reunião de última hora com ministros para discutir a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aumentar para 50% a taxação a produtos brasileiros.>
Estão presentes os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), além do vice-presidente Geraldo Alckmin.>
Trump anunciou nesta quarta (10) o aumento das tarifas a produtos importados ao Brasil para 50%. Até o momento, o Brasil paga uma taxa de 10% em produtos importados, porcentagem implementada pelo presidente americano em 2 de abril deste ano.>
Após a reunião, será decidido se alguém irá falar com a imprensa ou se o governo se manifestará por meio de nota.>
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A decisão dos Estados Unidos foi anunciada em uma carta endereçada nominalmente a Lula, com citação direta ao tratamento dado ao Brasil para Jair Bolsonaro (PL).>
Segundo a carta, as tarifas serão cobradas a partir de 1º de agosto. Trump fala em ordens "secretas e ilegais" emitidas contra plataformas de mídia nos Estados Unidos, e violação à "liberdade de expressão de americanos", com menções diretas o STF (Supremo Tribunal Federal).>
Mais cedo, o presidente americano já havia ameaçado elevar as tarifas. "O Brasil, por exemplo, não tem sido bom para nós, nada bom", afirmou Trump. "Vamos divulgar um dado sobre o Brasil, acredito, no final desta tarde ou amanhã de manhã".>
Na terça (8), Trump reforçou a ameaça de cobrar mais tarifas de importação de países que compõem os Brics. O grupo, afirmou Trump, tem a intenção de "destruir o dólar", o que justificaria a imposição de sobretaxas de 10% além das que já foram estabelecidas.>
Pouco antes da manifestação de Trump, Alckmin, afirmou que não via nenhuma razão para aumento de tarifa em relação ao Brasil. "É uma medida que em relação ao Brasil é injusta e prejudica a própria economia americana", disse ele.>
Em entrevista ao portal Metrópoles, o ministro da Secretaria-Geral, Márcio Macêdo, foi questionado sobre o tema e classificou a decisão de Trump como um instrumento de caos usado pela extrema-direita.>
"Acabei de receber [a carta] e fazer uma leitura dinâmica da carta. É uma coisa estarrecedora porque por um lado risível e por outro lado preocupante. É um pouco do método da extrema direita, dessa nova extrema direita que estamos presenciando no mundo que tem como instrumento de trabalho e a base do caos. A gente não sabe se ele está falando a verdade ou se não. Ele fez isso com a China e depois voltou atrás. Diz uma coisa, depois volta atrás", disse.>
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