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Ibovespa cede 0,93%, a 114.285,93 pontos, e acumula perda de 2,26% na semana

Na conclusão de semana mais curta e bem movimentada pelo feriado de 7 de setembro, o Ibovespa chegou ao fim desta sexta-feira (10) na mínima da sessão

Publicado em 10/09/2021 às 17h50
B3, Bolsa de Valores de São Paulo, tem recebido cada vez mais investidores pessoa-física
B3, Bolsa de Valores de São Paulo, tem recebido cada vez mais investidores pessoa-física. Crédito: GUSTAVO SCATENA

Na conclusão de semana mais curta e bem movimentada pelo feriado de 7 de setembro, o Ibovespa chegou ao fim desta sexta-feira (10) na mínima da sessão, em baixa de 0,93%, aos 114 285,93 pontos, ainda assim de forma mais tranquila do que nas duas anteriores, em que a queda livre de 3,78% no pós-Independência, maior perda desde 8 de março, deu lugar no dia seguinte a recuperação parcial (+1,72%) construída em menos de 15 minutos, até a máxima, perto do fechamento. No intervalo de quatro sessões, o índice da B3 acumulou perda de 2,26%, um pouco mais acomodada do que a colhida na semana anterior, quando recuou 3,10%. O giro ficou hoje em R$ 34,8 bilhões, vindo de R$ 39,0 bilhões e R$ 40,1 bilhões nas sessões precedentes. No mês, o Ibovespa acumula agora perda de 3,78%, cedendo 3,98% ao longo do ano.

Apesar da afirmação, feita hoje pelo presidente Jair Bolsonaro, de que o 7 de setembro de 2021 "não foi em vão", no fato precisou recuar rapidamente da retórica inflamada adotada em Brasília e especialmente em São Paulo no feriado da Pátria, no qual buscou energizar seguidores mais fiéis, entre os quais, caminhoneiros que, dias depois de ocuparem a Esplanada dos Ministérios e de iniciarem mobilização nacional, desfizeram, a pedido do próprio presidente, bloqueios parciais que haviam montado em estradas de diversos estados do País - agora, no fim do movimento, limitados a apenas três unidades da federação (RS, SC e RO).

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou hoje que a carta pedindo harmonização entre os poderes, assinada pelo presidente Bolsonaro, abre espaço para que se retome diálogo respeitoso entre o Executivo e o Judiciário. Na mesma linha, o ministro da Economia, Paulo Guedes, aposta na pacificação e na continuidade das discussões de reformas. "A iniciativa do presidente ontem colocou tudo de volta aos trilhos", disse Guedes em evento virtual do Credit Suisse.

Por quanto tempo a pacificação persistirá é uma dúvida que permanece em aberto. Ainda assim, apesar da alta no dólar e de queda do Ibovespa mais significativas ao longo da tarde, um como outro mostraram padrão relativamente acomodado nesta beirada de fim de semana, favorecidos, mais cedo na sessão, por leitura acima do esperado para as vendas do varejo em julho (+1,2%, na margem), divulgada pela manhã, bem como pela desmobilização dos caminhoneiros, ao longo do dia.

"Tivemos um dia negativo também no exterior, e a agenda política se estende ao fim de semana, com as manifestações do próximo domingo, dia 12. Então é natural a cautela dos investidores, a diminuição de posições em véspera de fim de semana. A volatilidade não acabou, é uma realidade que deve se estender à eleição do ano que vem, até que se tenha um quadro mais claro. A volatilidade veio para ficar", diz Mauro Morelli, estrategista-chefe da Davos Investimentos, mencionando também como fator de atenção importantes deliberações sobre política monetária, aqui e nos Estados Unidos, nas reuniões de 21 e 22 de setembro, que se aproximam.

Na tarde de hoje, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, pediu destaque no julgamento do caso, de relatoria da ministra Cármen Lúcia, que trata da falta de norma que regulamente o prazo para o presidente da Câmara decidir sobre pedidos de impeachment contra o presidente da República. Lewandowski entende que a importância do tema demanda uma análise mais aprofundada, em sessão presencial, não em julgamento virtual.

A relação entre Executivo e STF, ponto central da crise institucional acelerada pela retórica presidencial nas últimas semanas, permanece sob a lupa do mercado, após a trégua costurada no dia anterior com auxílio do ex-presidente Michel Temer, em declaração por escrito à nação aconselhada a Bolsonaro

Na ponta do Ibovespa na sessão, destaque para Meliuz (+8,41%), à frente de Minerva (+6,10%) e de BRF (+3,03%). Na ponta oposta, Magazine Luiza cedeu 8,86%, Banco Pan, 7,08%, e Locamerica, 5,46%. Os grandes bancos tiveram desempenho negativo, à exceção de BB ON (+0,31%), em dia de variação moderada para as ações de commodities, com Petrobras ON e PN em baixa respectivamente de 0,08% e 0,63%, e Vale ON em alta de 0,12%.

No exterior, o dia ficou dividido entre fatores positivos, com a conversa telefônica entre os presidentes Joe Biden, dos Estados Unidos, e Xi Jinping, da China, "para evitar que a rivalidade comercial e tecnológica entre os dois países se torne um conflito", e desdobramentos negativos, como as preocupações em torno da desaceleração da economia, em razão da variante Delta e de indefinições quanto à retirada de estímulos e a condução da política monetária nos EUA, observa em nota a equipe de análise da Terra Investimentos.

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