Publicado em 8 de agosto de 2025 às 17:21
SÃO PAULO - Um sistema de análise de resultado de exame de imagem com inteligência artificial, do Google, alucinou e inventou uma parte do corpo que não existe.>
Sistema de médico de IA do Google recebeu comando para analisar tomografia computadorizada e inventou parte do cérebro que não existe. A análise mencionava "basilar ganglia" (em inglês) quando o correto é "basal ganglia" (gânglios da base). Essa área do cérebro é responsável pelo nosso controle motor, aprendizado e processamento emocional.>
Análise foi criada pelo Med-Gemini, o modelo de IA do Google para serviços de saúde, e erro foi visto por especialista. Segundo o site The Verge, um neurologista especializado em IA chamado Bryan Moorer detectou o erro e, posteriormente, o Google o consertou, sem avisar publicamente.>
Google alega que foi apenas um erro de digitação. Em blog post (em inglês), a empresa argumenta que "basilar ganglia" é um erro comum e que o Med-Gemini aprendeu baseado em dados de treino (portanto, presente em diagnósticos reais). Mesmo assim, finaliza a empresa em nota, o "relatório permanece inalterado".>
>
Blog post tenta mostrar as capacidades da IA comparada com diagnóstico feito por médicos. Ideia do estudo descrito é mostrar como a IA foi capaz de observar detalhes que um profissional humano não conseguiu. >
O Med-Gemini é um sistema de IA que analisa exames de imagens e prontuários eletrônicos. Ele, por enquanto, é usado para testes controlados. >
Uso de sistemas de IA preocupa classe médica. Em entrevista ao site The Verge, Maulin Shah, diretor médico da área de dados da rede de saúde Providence, classifica o uso de tais ferramentas para diagnóstico como "extremamente perigosa".>
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta