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Coronavírus

Caixa Econômica Federal coloca 70% dos funcionários em home office

O Comando Nacional dos Bancários quer a mesma regra em todas as instituições

Publicado em 23 de Março de 2020 às 08:24

Redação de A Gazeta

Publicado em 

23 mar 2020 às 08:24
Agência da Caixa Econômica, na Avenida Reta da Penha, em Vitória Crédito: Fernando Madeira
A Caixa Econômica Federal anunciou neste domingo (22) que 70% dos funcionários das agências serão liberados para trabalhar em casa a partir desta semana.
Esse contingente inclui todos os maiores de 60 anos, grávidas e lactantes, além de funcionários que estejam nos grupos de risco em caso de contaminação pelo novo coronavírus.
Já na segunda-feira (23), o atendimento presencial ficará restrito ao pagamento de benefícios previdenciários a segurados do INSS e outros benefícios sociais, como seguro-desemprego, seguro-defeso, abono salarial e FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para trabalhadores que não tenham o cartão-cidadão.
Além disso, as agências abrirão uma hora mais cedo para o atendimento de idosos.
O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, confirmou a informação durante videoconferência organizada pela XP Investimentos neste domingo.
Segundo ele, a parte "frontal" da agência seguirá funcionando para atender os serviços considerados essenciais, mas que todos os cuidados serão tomados.
Mesmo com as agências praticamente fechadas, há a necessidade de ter pessoal atuando na análise de processos, abastecimento de caixas eletrônicos e processamento de depósitos.
As equipes que seguirão trabalhão deverão atuar em regimes de escalas, que serão definidos pelos gerentes-gerais junto aos funcionários. Segundo o Comando Nacional dos Bancários, a Caixa disponibilizará um sistema que permitirá o atendimento por meio do WhatsApp.
Os representantes dos trabalhadores terão nesta segunda uma reunião com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), por videoconferência, para discutir outras medidas de proteção aos bancários.
O coordenador da comissão executiva dos empregados da Caixa, Dionísio Reis, diz que o banco público vai aceitar a autodeclaração para o afastamento de funcionários com suspeita de contaminação sem que haja a necessidade de um atestado médico emitido por serviço de saúde.

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