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Pablo Lira

Quais produtos capixabas ganham mais força na União Europeia?

O acordo Mercosul e União Europeia cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, conectando dois blocos que, juntos, representam cerca de um quarto do PIB global

Publicado em 06 de Maio de 2026 às 05:00

Públicado em 

06 mai 2026 às 05:00
Pablo Lira

Colunista

Pablo Lira

A entrada em vigor, ainda que em caráter provisório, do acordo entre Mercosul e União Europeia (UE) privilegia o Brasil e, em especial, o Espírito Santo no comércio internacional. 


Em um cenário global marcado por tensões geopolíticas, protecionismo por parte de países, como os Estados Unidos, e rearranjos produtivos, o acordo se caracteriza como uma janela estratégica que combina abertura de mercados, redução tarifária e estímulo à competitividade.


O acordo cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, conectando dois blocos que, juntos, representam cerca de um quarto do PIB global, abrange mais de 30 nações e congrega mais de 720 milhões de potenciais consumidores. 

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Para além da dimensão simbólica, seus efeitos concretos se manifestam na gradual eliminação de tarifas, na harmonização de regras sanitárias e na ampliação da previsibilidade para investimentos. Em outras palavras, menos barreiras e mais oportunidades.


No caso capixaba, os impactos tendem a ser particularmente relevantes. A pauta exportadora do Espírito Santo possui forte aderência ao mercado europeu. Produtos como as rochas ornamentais, celulose, minério de ferro e aço devem ganhar competitividade com a redução de tarifas e facilitação do acesso ao mercado europeu. 


O setor de rochas, por exemplo, já consolidado internacionalmente, pode ampliar sua presença em países como Itália e Alemanha, agregando valor e diversificando destinos.

Indústria de rochas ornamentais Divulgação

O agronegócio também se beneficia. A cadeia do café, símbolo da identidade produtiva capixaba, encontra na Europa um mercado sofisticado e exigente, disposto a remunerar qualidade e sustentabilidade. Com o acordo, produtores que investirem em certificações e rastreabilidade tendem a capturar ganhos adicionais. 


Da mesma forma, a celulose e os produtos siderúrgicos podem se beneficiar de regras mais claras e custos reduzidos.


Entretanto, é preciso prudência estratégica. A abertura comercial exige ganho de produtividade, inovação e adaptação regulatória. Setores menos competitivos podem enfrentar mais pressão externa, o que reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à qualificação, à tecnologia e à infraestrutura logística.


O acordo Mercosul e União Europeia não é uma solução automática, mas uma oportunidade concreta. Cabe ao Espírito Santo transformar essa abertura em desenvolvimento, emprego e renda, com estratégia, competitividade e visão de longo prazo.

Pablo Lira

Pos-Doutor em Geografia, mestre em Arquitetura e Urbanismo (Ufes), pesquisador do IJSN e professor da Universidade Vila Velha (UVV). Escreve as quartas

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